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Artigo do Jornal: Jornal Novembro 2013

Sobre o autor

Dirceu Machado

Dirceu Machado

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     EXPERIÊNCIA TECNOLÓGICA

     William Jackson Crawford nasceu na Irlanda, em 1881, e faleceu também na Irlanda, em 30/7/1920. Foi professor de Engenharia Mecânica da Universidade Queen's de Belfast, na Irlanda. Ensinava ele não a Mecânica Racional, que, por suas afinidades com a Matemática Pura, permite grandes evasões para fora do mundo sensível, mas a Mecânica Aplicada, isto é, um conjunto de leis práticas, de fórmulas semelhantes e numéricas, necessárias aos engenheiros para medir em suas construções a resistência dos materiais. Dentre as suas contribuições à Mecânica Aplicada, consta um Tratado Elementar de Estática Gráfica e Cálculos Termodinâmicos sobre a Entropia e a Temperatura. Crawford é o homem dos cálculos e dos diagramas, que exprimem realidades materiais.

     PESQUISAS SOBRE MEDIUNIDADE

     A contribuição que o sábio inglês trouxe à meta-psíquica objetiva abrangia três fenômenos principais: A primeira, foi o desenvolvimento de uma hipótese sobre a levitação das mesas; a segunda, abordava o fenômeno dos “raps”, a terceira, foi o estabelecimento de uma hipótese sobre o ectoplasma. Ligava-se ele, assim, diretamente a Crookes, e negava as tradições estabelecidas pela Sociedade de Pesquisas Psíquicas, iniciando sua famosa enquete sobre a telepatia.

     Ele demonstrou que, durante a materialização, o peso do médium baixava alguns quilos, em concordância com o que a literatura da especialidade havia demonstrado.

     Afirmou, ainda, que todas as manifestações físicas dos seus médiuns tais como levitação de mesas, movimentação de objetos etc., eram conseguidas através de construções ectoplásmicas. No seu livro Psychic Strutures, ele apresenta fotografias do ectoplasma a ser utilizado para levantar mesas. Segundo Crawford, o ectoplasma é a mais proteica das substâncias e pode manifestar-se de muitas maneiras e com propriedades variadas. Isso foi demonstrado numa importante série de experiências de 1914 a 1920, com a médium Kathleen Goligher.

     Crawford, ao investigar o fenômeno das batidas “raps”, concluiu que as mesmas são causadas pela projeção, pelo médium, de um longo fio de uma substância diferente de qualquer matéria até então conhecida. Tal substância foi cuidadosamente examinada, em 1903, pelo eminente fisiologista francês Dr. Charles Richet (1850-1935, Nobel de Medicina em 1913), que a chamou de ectoplasma. Estes fios são invisíveis aos nossos olhos e parcialmente visíveis na placa fotográfica, e conduzem energia de tal maneira, que há perigo quando o médium de efeitos físicos não trabalha pela sua moralização, perigos que são: enfraquecimento da vontade, tentativa de recuperar as energias por meio do álcool, tentativa de fraudar quando as forças aumentam e influência prejudicial de espíritos zombeteiros que cercam os grupos que se reúnem mais por curiosidade do que por interesse sério.

     Muitas fotos de materializações foram tiradas. Nas mais diversas experiências com ectoplasma ficou comprovado que, quando tocado, ou iluminado por luz inadequada, o ectoplasma se recolhe rapidamente, com raríssimas exceções. Se agarrado e apertado, o médium gritará. Com o consentimento da médium Kathleen Goligher, foi cortada uma pequena porção. Dissolveu-se na caixa em que foi colocado, como se fosse neve, deixando umidade e algumas células que foram examinadas e classificadas como epiteliais da membrana mucosa. Antes de Crawford, a meta-psíquica objetiva não tinha hipóteses aceitáveis sobre o fenômeno. No começo da segunda metade do século XIX, não existia senão uma hipótese científica para explicar o movimento das mesas giratórias. O Conde Gasparin foi quem primeiro demonstrou, em 1854, utilizando uma leve camada de farinha, que uma mesa podia mover-se sem o contato das mãos. Apesar do apoio do professor Thury, de Genebra, a maioria dos cientistas negou o movimento sem contato, o qual entrava nas alegações extravagantes e charlatanescas. Foram os ingleses quem reabilitaram as experiências e as ideias de Gasparin através das experiências de Crookes. A força psíquica de Crooks, suscetível de ser transmitida aos corpos materiais através da água e do ar, era bastante semelhante ao fluido de Gasparin, e à força ectênica de Thury. Constitui uma das modalidades do ectoplasma, com a qualRichet e Morselli estabeleceram a teoria do ectoplasma em decorrência das experiências com Eusápia Paladino.

     PESQUISAS FINAIS

     Depois de Crookes tentou-se medir essa força, capaz de agir mecanicamente à distância, de deslocar objetos, de erguer mesas e mantê-las no ar sem apoio visível, e Crawford foi um dos principais pesquisadores a se dedicarem aos fenômenos. Foram então empregados balanças e dinamômetros. Juntaram-se alguns registradores, impelidos por movimentos semelhantes aos dos relógios, de forma a tornar o fenômeno tão objetivo quanto possível. Diversos pesquisadores haviam já constatado que Eusápia podia, sem tocá-la, tornar mais pesada ou mais leve uma mesa, da qual um dos ângulos estivesse suspenso a uma balança. Nas experiências realizadas no Instituto Psicológico, em Paris, em 1906, Eusápia, completamente atada, conseguiu provocar a levitação de uma mesa, cujos pés, presos em prismas de madeira, pousavam em contatos elétricos e observaram que o peso da médium variava de acordo com o peso do objeto levitado em concordância com as hipóteses de Crawford.

     ALGUNS TRABALHOS PUBLICADOS

     Crawford fez o seu relato em três livros, que são:

  •      The Reality of Psychic Phenomena (1917

  •      Experiments in Psychical Science (1919)

  •      The Psychic Structures at The Goligher Circle (1921).

     CONTRIBUIÇÃO ESPÍRITA

     O fenômeno das materializações, bem como dos fenômenos de “raps” e da levitação, sempre estiveram muito bem explicados em O Livro dos Médiuns, de Allan Kardec, através da atuação dos espíritos. Mas os trabalhos desenvolvidos por Crawford permanecem como um marco na história das pesquisas científicas voltadas para os fenômenos mediúnicos.

     William Jackson Crawford, professor, pesquisador e cientista, é mais um exemplo de que Ciência e Espiritualidade podem caminhar juntas.

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