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Artigo do Jornal: Jornal Dezembro 2014

Sobre o autor

Dirceu Machado

Dirceu Machado

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INFÂNCIA

Nasceu em 07 de julho de 1881, na cidade de Angouleme, França. Seu pai era um capitão de Marinha Mercante e sua mãe era filha de um pintor alemão. Fez seus primeiros estudos no Liceu da cidade de Bordeaux e, posteriormente, na escola de Abbotsholme, em Staffordshire, Inglaterra.

 

ESPÍRITO AVENTUREIRO

Tinha um espírito aventureiro e, por isso mesmo, em 1900, deixou seu primeiro emprego numa firma de vendas, em Paris, para trabalhar no México numa empresa de vendas de mercadorias diversas. Sua função era carregar fardos de roupas e outras mercadorias pelas escadas entre o local de armazenagem e o de vendas. Pernoitava no próprio local de trabalho para economizar dinheiro.

Seu próximo emprego foi de medidor de vidros para janelas, que não durou muito. A seguir, resolveu montar seu próprio negócio na cidade de Nova York, mas não foi bem sucedido. Resolveu, então, tentar o serviço de entregador de correspondência para uma firma especializada em música e tornou-se um vendedor de partituras na cidade do México. Em 1906, já havia se mudado para a cidade de Seattle, Estados Unidos, onde trabalhou como secretário de um engenheiro envolvido na construção de estradas de ferro. Nesta época, decidiu dar um rumo certo em sua vida e continuar seus estudos.

 

CARREIRA UNIVERSITÁRIA

Ducasse ingressou na Universidade de Washington para estudar Filosofia. Completou o Bacharelado em Filosofia em 1908 e o Mestrado em 1909. Seu desempenho foi tão bom que foi convidado para lecionar nesta Universidade. Lecionou por um ano e, então, foi convidado para ingressar na Universidade de Harvard como Pesquisador em 1910. Completou o Doutorado em 1912 e retornou à Universidade de Washington como professor. Enquanto estava em Washington publicou seu primeiro livro, Causation and the Types of Necessity.

Após retornar de uma longa viagem de trem para Chicago, onde apresentou um artigo na Divisão Oeste da Associação Americana de Filosofia, em abril de 1924, resolveu organizar a Divisão do Pacífico desta Associação.

Em 1926, foi convidado para lecionar na Brown University como Professor Associado e, em 1929, foi promovido a Professor Titular. Foi Chefe do Departamento de Filosofia entre 1930 e 1951, sendo que já exercia o cargo de Reitor da Faculdade de Graduação de 1947 a 1949. Aposentou-se em 1951, quando atingiu a idade de aposentadoria compulsória, mas, aceitou o convite para continuar lecionando em tempo parcial.

Em 1958, mudou-se para Nova York onde passou a lecionar, em tempo parcial, na Universidade de Nova York.

Escreveu numerosos artigos e livros, sendo que os mais importantes foram: The Philosophy of Art (A Filosofia da Arte), em 1930; Nature, Mind and Death (Natureza, Mente e Morte), em 1951, e A Critical Examination of the Belief in a Life after Death (Um Exame Crítico na Crença da Vida após a Morte), em 1961.

Sua vida sempre foi ligada aos fenômenos ditos paranormais, daí seu interesse em retornar aos estudos e se dedicar a pesquisas nesta área.

Um fato curioso é que Ducasse era fã de gatos. O último que possuiu foi um siamês de nome Chichibu, em homenagem ao Imperador Hiroito do Japão. Chichibu viveu por 22 anos e morreu em 1954, sendo enterrado no jardim de sua casa com uma lápide azul, que era a cor dos olhos de Chichibu.

 

EXPERIÊNCIAS COM A MEDIUNIDADE

Ducasse acreditava e participava de experimentos com os fenômenos mediúnicos e acreditava firmemente na reencarnação. Costumava usar uma expressão inglesa que dizia “given the genius and the boob, the beautiful and the ugly”, que, numa tradução livre significa que, “por qualquer anglo que se analise”, a reencarnação é uma manifestação da justiça no Universo.

Afirmou que o estudo e as pesquisas dos fenômenos mediúnicos alargou seus horizontes sobre as potencialidades da natureza humana e do Universo.

Dizia: “Tantas pessoas são limitadas por crenças e descrenças, por conformidades e por coisas que consideram como garantidas, que eles fecham os olhos para o fato de que o mundo material não é a totalidade deste mundo em que vivemos e que existem dimensões da natureza ainda desconhecidas e inexploradas... Eu vejo a perspectiva de morrer como uma aventura interessante, uma espécie de laboratório de pesquisas”.

Ducasse desencarnou em 03 de setembro de 1969, com a idade de 88 anos e suas cinzas foram espalhadas no jardim de sua casa perto do local onde Chichibu foi enterrado.

Curt John Ducasse é mais um exemplo de que Ciência e Espiritualidade podem caminhar juntas.

Fonte de consulta – Martha Mitchell – Enciclopédia Brunoniana, 1993.

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