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Artigo do Jornal: Jornal Outubro 2015

Sobre o autor

Dirceu Machado

Dirceu Machado

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Karlis Osis, Ph.D., nasceu em Riga, Latvia, em 1917, e é um dos poucos psicólogos a obter o Doutorado com uma tese sobre ESP (Percepção Extrassensorial). Isto se deu em 1950, pela Universidade de Munich, Alemanha.

De 1951 a 1957, Osis trabalhou como Pesquisador-Associado no Laboratório de parapsicologia na Duke University, Estados Unidos. Foi colega do Dr. J.B. Rhine, um dos maiores nomes mundiais na área de Parapsicologia.

Osis foi pioneiro em suas pesquisas sobre ESP em animais bem como pesquisou o fenômeno da ESP no ser humano e sua variação com o espaço e o tempo.

Foi Diretor de Pesquisas da “Parapsychology Foundation” (Fundação de Parapsicologia) da cidade de Nova York. Lá, juntamente com Erlendur Haraldson, conduziu experimentos com médiuns e iniciou uma das mais importantes pesquisas sobre visões de “quase-morte”. Esta pesquisa foi inspirada no trabalho de William Fletcher Barret, especialmente no livro Death Bed Visions (Visiões de quase-morte). Para isso, utilizou um questionário preparado por ele e que foi distribuído a médicos e enfermeiros nos Estados Unidos durante os anos de 1957 a 1962. Foram estudados mais de 50.000 pacientes, mostrando que um grande número dos médicos reportou que seus pacientes adultos apresentaram o quadro de visões de “quase-morte”.

Na década de 1970, Osis se dedicou a pesquisar o fenômeno da atividade “fora-do-corpo”. Nestes casos, foram envolvidas medições dos casos de percepção-fisiológica (EEG) e medições físicas. Junto com o Dr. Erlendur Haraldsson foram estudados casos na Índia e comparados com os casos observados nos Estados Unidos. Também estudaram outros fenômenos psíquicos em um grupo seleto de Yogas, particularmente Sri Sathyra Sai Baba.

Casos de aparições vistos por várias pessoas e casos de “efeitos físicos” (poltergeist) foram também estudados. Esta pesquisa demonstrou que havia diferenças significativas entre pacientes indianos e americanos. Os indianos eram mais propícios a terem visões do que os americanos. Ele repetiu esta pesquisa em 1976, desta vez investigando os efeitos de febre alta, dores variadas e moléstias que especificamente afetam o cérebro. Apesar do pequeno número de médicos envolvidos, apenas 877 nos Estados Unidos, Osis concluiu que, para sua satisfação, a hipótese da chamada “doença do cérebro”, isto é, que a diminuição da atividade cerebral perto da morte, não explicava os efeitos estudados. Quando questionado sobre a aplicação prática de suas pesquisas, ele declarou que uma conclusão definitiva é de que não havia razão para se temer a morte, porque a vida continua.

Em reconhecimento a seu trabalho, Osis foi eleito presidente da Associação Americana de Parapsicologia e membro das seguintes associações: Associação Americana de Psicologia, Associação Americana para o Progresso da Ciência, Sociedade para o Estudo Científico da Religião e várias outras organizações dedicadas ao estudo do fenômeno psíquico e da personalidade humana. Osis desencarnou em 26 de dezembro de 1997. Deixou vários artigos publicados em revistas especializadas, mas, sua obra mais importante, é o livro At the Hour of Death – No Instante da Morte – (New York: Hastings House, 1986) em coautoria com Erlendur Haraldson.

Karlis Osis, Ph.D, psicólogo , pesquisador dos fenômenos extrassensoriais, é mais um exemplo de que Ciência e Espiritualidade podem caminhar juntas.

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