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Jorge Andréa

Jorge Andréa

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3862Haveria um ponto de chegada, naquilo que podemos atinar com a desconhecida perfeição de que nos falam os mais doutos do mundo espiritual? Enfim, qual a finalidade da Evolução?
Obviamente possuímos muitas respostas de caráter religioso e filosófico que não fornecem uma plena e adequada solução. Acreditamos que com as conquistas científicas, principalmente no setor psicológico, que estão tornando cada vez mais expressivas pela ampliação dos horizontes micro e macrocósmico, a ideia espiritualista caminha mais purificada, sem mitos, crendices e liturgias extravagantes, aproximando-se de melhores conceitos e entendimento.
O campo espiritual no cerne desses pensamentos está se impondo em todas as vertentes individuais, sociais e científicas, clarificando os caminhos diante do ideário holístico. Apesar de tudo, ainda representa um conteúdo mágico. Toda essa busca de esclarecimentos pela Humanidade torna-se patente e, de modo incansável, vem oferecendo subsídios múltiplos para a iluminação das sombras psíquicas humanas.
Teríamos um fase inicial marcante em nossa conhecida civilização com os filósofos gregos, em que a personalidade pitagórica já acenava com luzes espirituais os conceitos sobre imortalidade, clarificados no sentido evolutivo com as renovações reencarnatórias.
Pitágoras sedimentou pontos importantes e bem expressivos a serem ampliados pelos filósofos que lhe foram sucedendo. Assim, Sócrates, com a filosofia do bem no conhece-te a ti mesmo, afirmava categoricamente que o homem é a sua alma, isto é, a verdade e autenticidade do ser estava no Espírito. Todo esse pensamento se irá elastecendo e crescendo no racionalismo platônico no qual o cristianismo a ser assentado posteriormente, encontrou forte apoio.
A filosofia platônica semeou o terreno com as suas máximas nos séculos que se seguiram, vicejando principalmente com a filosofia aristotélica, que acentuou o equilíbrio entre o físico perceptível e o espiritual atuante.
Para Aristóteles o direcionamento e a orientação da vida estariam no espiritual, cuja “substância” denominou de enteléquia ou essência vital no ser.
Com o Cristo nasce o cristianismo, representando a mais perfeita ordem de uma síntese filosófica de todos os tempos; o exato código para o comportamento humano. Foi tão importante que dividiu a história em duas: (a.C) antes de Cristo e depois (d.C) de Cristo.
O tempo foi desfilando diante da noite psíquica da humanidade, nutrida pelos interesses feudais e enredamentos religiosos de toda ordem, até que no século XVII a aurora do Iluminismo desponta com Descartes, em cujas máximas acentuou os valores espirituais de modo a sobrepujar os materiais. Nesse século, merecem citação os positivos pensamentos sobre a visão monística do Universo, de Spinoza, em que uma Substância Universal (rede espiritual) seria responsável por todas as posições vitais, como que acentuando o processo espiritual – o preciso orientador da vida.
O tempo passa e as informações chegam até nós. Um dos maiores físicos da atualidade, Fritjof Capra, são bem pertinentes. Físico austríaco, com atividade nos Estados Unidos, escritor e conferencista, abandona o cartesianismo e o newtoniano, isto é, o mecanicismo, em favor da rede da vida, onde o social, o ecológico e o morla-espiritual se enredam com a ciência. Suas afirmativas têm alcançado acentuado crédito, mostrando no sistema holístico as angulações de uma sugestiva verdade. Isso se encontra em sua série de livros traduzidos para o português: O Tão da Física, Ponto de Mutação, Sabedoria Incomum, Teia da Vida e Conexões Ocultas, onde salienta a importância da estrutura vital na tríade biológica, cognitiva e social, componentes que se ajuntam em franca e absoluta ligação.
O tempo, com as gerações que estão chegando neste século XXI, fará as devidas mudanças. Ainda nos encontramos com grande parte da herança reducionista dos detalhes, perdidos em análises, mas já vislumbramos a aurora do holismo nas construtivas sínteses. Por isso, ainda aturdidos, não sabemos fazer silêncio a fim de escutar as nossas dores redentoras e entender o processo evolutivo a que estamos submetidos.
Cremos que este milênio será demarcado pela descoberta do Espírito pela ciência. É neste Universo ao qual pertencemos, onde participamos como “mônada imortal”, que devemos alcançar os diversos graus de felicidade cujo significado real não sabemos por enquanto. Sem dúvida, em algum tempo, conheceremos melhor as energias que nos enredam, o seu significado e a razão de pertencermos à Teia da Vida Cósmica.
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