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Artigo do Jornal: Jornal Junho 2014

Sobre o autor

Jorge Andréa

Jorge Andréa

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Podemos dizer que o campo ideal onde o perispírito teria atuação na zona física seria a organização sanguínea, o grande campo onde se desenvolvem energias, como, também, onde as fontes vibratórias da intimidade do inconsciente ou espírito podem espraiar-se.

       Na corrente sanguínea, nesse grande cadinho de trocas, vamos encontrar as células que mais participam das defesas orgânicas, local em que se assentam as equações mais delicadas e importantes da imunologia e, consequentemente, onde os campos de defesa da vida aí desfilam. Ainda desconhecemos a atuação desse campo de inteligência, na zona inconsciente ou espiritual, a manipular todo processamento de inteligentes consequências.

       Assim, o aparelho circulatório, de modo preponderante, estará comprometido com o sistema defensivo por intermédio de seus elementos figurados, as células sanguíneas. É, justamente, o grupo de células da série branca, os leucócitos, que participam desse maravilhoso sistema de defesa orgânica. Dentre essas células, chamamos atenção dos linfócitos pela sua incontestável importância de guardiões da organização física.

       A SIDA – Síndrome de Imunodeficiência Adquirida -, ou seja, AIDS, quando o organismo é invadido por esse vírus mutante, logo existirá uma intensa mobilização de todo o sistema defensivo, salientando-se o aumento considerável das células sanguíneas da série branca, especificamente os linfócitos.

       O vírus é uma “célula” infinitamente menor do que as habituais, cujo núcleo carrega uma substância específica denominada de ARN (ácido ribonucleico), divergindo do núcleo das células comuns, inclusive os linfócitos, cuja organização nuclear está estruturada com ADN (ácido desoxirribonucleico).

       Quando o vírus da AIDS penetra a organização humana, as defesas logo se mobilizam com expressiva atuação dos linfócitos que se mostram em duas categorias: linfócitos B e T. Uma dessas variedades, de imediato, procura englobar os vírus agressores, cujas reações desencadeiam secreções de defesa que vão ativando, cada vez mais, os diversos departamentos orgânicos com expressivo aumento numérico das células de defesa. Entretanto, o vírus que atingiu o linfócito deixa em seu interior o próprio ARN nuclear que poderá ser destruído ou incorporado. No primeiro caso, o vírus não encontra respaldo para sua multiplicação e consequente invasão orgânica. No segundo caso, entretanto, pode-se anotar que existirá combinação do ARN (vírus) com a ADN (linfócito). Nesta combinação de substâncias nucleares, o indivíduo pode reagir por intermédio de sua própria organização linfocitária, que apesar de possuir o vírus agressor, o mesmo não consegue campo propício à reprodução – influência virótica foi sustada pelo mecanismo defensivo. Nesta posição, algumas células linfocitárias podem servir de campo reprodutivo do vírus, porém as defesas não permitirão o alastramento da doença, embora possa a organização em pauta ser portadora do vírus.

       Podemos dizer que existe uma resposta orgânica, de características cármicas, envolvida em inúmeros fatores e subfatores, com destaque daqueles da área sexual. A homossexualidade, por si só, já representa acentuada resposta cármica. O contato homossexual aceleraria o processo deformante espiritual deixando os campos imunológicos, nesta área específica do sexo, como que desamparados, sem possibilidades de reações defensivas. O vírus da AIDS encontra, assim, campo ideal para instalar-se e desenvolver-se. Bem claro que o resultado de tudo isso, desembocando num doloroso estuário de comprometimento físico, resultará, em última análise em processo liberatório para o espírito.

       Face às variações e graus diversos das reações cármicas, podemos dizer que cada ser responde ante os fatores da vida, de conformidade com as potencialidades espirituais de que é possuidor. Não existem propriamente doenças, mas, sim, doentes portadores dessa ou daquela patologia, em que cada qual, ao seu modo, responderá com as reações que lhe são próprias e necessárias.

       Cabe à humanidade lançar mão do seu próprio remédio, fazendo renascer um campo ajustado de cooperação mútua, onde todos se façam presentes com profundo e desprentesioso amor pela causa da vida.

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