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Artigo do Jornal: Jornal Outubro 2014

Sobre o autor

Jorge Andréa

Jorge Andréa

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Que esperar do homem desajustado por tarefas repetitivas, do dia-a-dia, sem o conhecimento e as razões dessas realizações no terreno espiritual? Do homem que procura ansioso o aumento desenfreado de sua renda a fim de enfrentar não só as necessidades, mas, principalmente, para locupletar-se nos prazeres do corpo?

Em qualquer dessas circunstâncias o desgaste é a inexorável resposta de uma conseqüente irritação psicológica, desencadeada sem freios e sem atenuantes, naqueles que desconhecem o mecanismo que o trabalho diário bem conduzido e compreendido pode determinar. Não se pode viver buscando felicidade e ansiando um futuro promissor, com o constante pensamento num trabalho considerado condenação, ou mesmo numa série interminável de afazeres desencontrados, sem ordem e sem uma programação bem estruturada.

Compreendemos que existem casos de difícil avaliação, criados por obrigações imediatas reclamando drásticas soluções. Mas o comum, o corriqueiro, é o desajuste psicológico em face às tarefas pelo despreparo e incompreensão.

Todo trabalho tem exigências e responde por determinado objeto que, por sua vez, representa um significado, uma expressão de construção e realização. As naturais dificuldades da vida existem em todas as posições a serem conquistadas e vencidas, havendo necessidade de aferições na paciência, no controle de reações afetivas e na expressão de uma atitude equilibrada

Os que desanimam com os primeiros embaraços, as primeiras pedras do caminho ou os acúleos da irritação, devem ser alertados contra esses males; eles podem tomar corpo em constantes mentalizações deprimentes, oferecendo respostas severas àqueles que, mesmo inconscientemente, desfecham negatividades contra a paz da vida.

Muitas das reações depressivas e ansiosas do homem de hoje, são reflexos desse proceder. O próprio cansaço resultante de descompassado desgaste e o conhecido estresse são sinais de alarme para que se procurem novos caminhos.

Precisamos ser responsáveis, traduzindo maturidade perante a Lei Evolutiva. Hoje já não há mais tempo de meias medidas, pois a evolução também não se está retardando; está efetiva,e há rápida informação que há um ciclo em processo final com nascimento de novas exigências, compreensões e novas responsabilidades.

O homem novo está despontando para comandar as novas técnicas e as novas conquistas intelectivas, com o mesmo teor de fatores espirituais, para que o equilíbrio da nova civilização se faça em bases corretas, ajustadas, sem os desencantos e desequilíbrios que o desajuste psicológico se tem manifestado até os nossos dias.

A criatura no futuro não terá expressões de uma realidade nominal, se não vivenciar as razões do Evangelho e o manancial de informações espirituais corretas que a Terra tem recebido por todos os tempos e, mais expressivamente, após o advento da Doutrina Espírita.

A vida futura só terá expressões no equilíbrio das construções positivas. Os que hoje ainda se acalentam no proceder negativo de que os meios justificam os fins, serão banidos pelas próprias condições reativas da Lei, pela impossibilidade de retenção do negativismo dentro de seus vórtices.

As novas posições da Lei Evolutiva exigirão em seu estofo, por força crescente, as virtudes do bem, onde aparecerá à força do Evangelho com toda sua potência e iluminação, para que a noite dos homens comece a desaparecer diante da aurora fulgurante de um novo ciclo. A consciência humana dará um novo salto cósmico, e somente os que se prepararem terão possibilidades de acompanhar as grandes transformações morais de justiça amor e caridade.

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