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Artigo do Jornal: Jornal Janeiro 2015

Sobre o autor

Jorge Andréa

Jorge Andréa

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Vivenciando os reinos da natureza, com ponto de partida nos reinos minerais até o reino hominal, a complexidade dos ordenados aspectos morfológicos, que não podemos deixar de atribuir, nos revelam tais manifestações como consequências de leis sábias.

No reino mineral são expressivas as forças de atração e coesão das moléculas, a organizarem os diversos e bem ordenados sistemas cristalográficos, traduzindo orientação e equilíbrio na formação desse reino.

No reino vegetal as manifestações se mostram mais avançadas, onde a fotossíntese representa expressiva aquisição. Neste reino, a molécula orgânica afirma-se e já propicia elementos construtivos da escola evolutiva dos seres.

O reino mineral é o reino que define as unidades inorgânicas, mesmo dentro de suas combinações, divergindo do vegetal, onde a matéria orgânica cresce, expandindo-se e combinando-se em muitos e novos elementos. Tudo é como se um princípio organizador, limitado no reino mineral, alcançasse novas possibilidades e atributos na organização vegetal, propiciando múltiplas combinações que se vão expressando na conhecida irritabilidade celular.

Ao mesmo tempo, observam-se reações em face às condições do meio, como o heliotropismo, as variações de acidez e alcalinidade e muitas outras elaborações bioquímicas. Neste meio, os processos seletivos da quimiossíntese já apresentam novos avanços a expensas das bactérias, em que muitas delas fazem parte do reino animal.

No reino animal as elaborações são bastante complexas; além dos impulsos que lhe são próprios, consigo carrega as heranças dos reinos menores que o seu. Na fase animal, com as condições do próprio sustento relacionado ao meio onde militam, existem as novas condições equacionadas nos equilibradores orgânicos.

No reino animal podemos registrar que os campos organizadores – princípio inteligente - pertencentes a uma – alma grupo – própria a cada espécie, nos animais de constituição mais complexa haveria uma dispersão da “massa energética”, a fim de que as “sementes” de seu conteúdo (individualidades espirituais em formação) fossem ocupando as organizações físicas; isto é, cada ser com o seu próprio princípio inteligente. Esta condição poderá ser observada a partir dos répteis, por já terem organização física mais avançada e já possuidores, na massa cerebral, de uma glândula específica (glândula pineal), embora em fase inicial sob a denominação de olho pineal.

Diz-nos André Luiz que nesses animais podemos considerar o início do processo de individualização espiritual (princípio inteligente em elaboração), isto é, já existiria o princípio inteligente independente a comandar o processamento da vida física, com mais presença pelo auxílio do olho pineal.
O princípio espiritual, trilhando independente na escala animal, aprimorando-se cada vez mais, inclusive na família dos primatas, alcançaria no homem, sua mais expressiva demonstração a expensas da glândula pineal (relógio biológico). É como se houvesse, há milhões de anos, uma elaboração onde a memória fragmentária dos animais fosse, pouco a pouco, adquirindo novas condições até alcançar, no hominal, a memória contínua (renovações reencarnatórias); nesta, o raciocínio seria acompanhado de novos fatores, inclusive os afetivos, a refletirem-se nos potenciais da responsabilidade (nascimento do livre arbítrio).

Assim, do ardipithecus ramidus, alcançando evolutivamente os australopithecus (aferensis, africanus, robustus, chegasse ao homo-habilis e seus continuadores, o erectus e o sapiens do reino hominal, em condições do mais expressivo estado de conscientização.

O homem é recente no Planeta (1 milhão e 600 mil anos). O homem autóctone, aquele que foi o resultado do aperfeiçoamento dos primatas, deveria ter passado um bom tempo até alcançar o chamado período paleolítico ou da pedra lascada, cuja máxima aquisição foi o fogo; sua palavra ainda rudimentar, cujo pensamento se foi transformando, lentamente, do fragmentário da fase animal ao contínuo do reino hominal, onde múltiplos fatores se encontram coligados.

Grande parte dessas raças, não podem ser computadas tão somente, na dependência dos fatores do meio, embora muitos antropólogos tenham como certo que o reino hominal despertou em várias frentes no Planeta.

Aceitamos a existência dos exilados de Capela, porém em face das variações acentuadas de raças, seria possível que Espíritos de outras civilizações, também aqui aportassem em semelhantes condições, a fim de contribuírem nas impulsões evolutivas, com novos recursos experienciais.

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