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Artigo do Jornal: Jornal Julho 2015

Sobre o autor

Jorge Andréa

Jorge Andréa

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Muito se fala em herança, em cromossomos e genes, situados nos núcleos das células, como elementos responsáveis pelos impulsos da vida. Alguns pensam e defendem o ponto de vista de que nestas organizações estariam as fontes produtoras do fenômeno vital às custas de especial arregimentação de substâncias químicas.

Os genes governam as células que, como usinas miraculosas, mostram, no dia a dia, os mais admiráveis mecanismos. Quanto mais se investiga, quanto mais se define e conhece esses mecanismos, mais se observa a existência de uma ordem e finalidade a serem alcançadas nos movimentos biológicos. Muito se tem observado e pesquisado a respeito da vida e muito pouco se conhece, apesar das tendências modernas da Biologia estarem deslocadas para o mundo atômico.

A Biologia Molecular e Atômica, de braços dados, procuram com insistência os seus mistérios. À medida que as buscas se intensificam no terreno ultramicroscópico das partículas, a descrição dos eventos vai como que satisfazendo à corrente materialista, hoje, já bastante reduzida. Quanto mais se pesquisa a estrutura material, novos horizontes aparecem e, com eles, novos modelos são introduzidos na Ciência.

Quando mergulhamos no mundo celular, essa expressiva e organizada usina da vida nos mostra os mais belos e intensos fenômenos que se passam em sua zona central ou nuclear. Nesta zona estão os cromossomos, material de herança carregando os códigos que respondem pela vida.

Cada núcleo de 100 trilhões de células da organização humana possuirá, em média, 50 mil genes, cujas infinitas combinações refletem as atividades vitais. É na estrutura do ADN (cromossomo) que o código armazena, faz as cópias, orienta a síntese das proteínas com as devidas transformações das necessidades fisiológicas.

Será que no campo material, o acaso de substâncias químicas, sozinhas, unindo-se para dirigir modelos fisiológicos perfeitos e precisos, possa ser a resposta da vida? Por que as células de um organismo se dividem, se regeneram, morrem, outras em divisão anárquica?

No organismo de 100 trilhões de células, em média, existem constantes substituições, excetuando os nervos e músculos, definindo usinas de características perenes ou lábeis. Diante de tantas variantes de procedimento, não seria lógico pensar-se num campo organizador e diretor em que as equipes celulares estariam sob constante orientação?

Somente um “campo energético” de superiores possibilidades poderia responder pelo impulso da vida. Não seria uma energética resultante de acúmulos materiais em irradiações, mas, sim, um campo mais avançado, transcendente, de qualidades energéticas específicas. Caminharíamos, assim, em busca de campos mais avançados do psiquismo ou campos espirituais, com as suas necessárias expansões e respectivas adaptações na zona física.

Por sua vez, a psicologia hodierna, na explicação dos mecanismos psíquicos, está cada vez mais direcionando as suas questões para os modelos transpessoais, isto é, aqueles que transcendem dos desgastados padrões materiais.

Será nos arcanos do inconsciente ou Zona Espiritual que se encontrará a chave do fenômeno da vida e seus respectivos e imensos impulsos?

Obviamente, quanto a isso não temos dúvidas de que no início do novo milênio, saber-se-á penetrar nas razões espirituais, em apropriadas pesquisas e adequadas verificações, mostrando muitos dos mistérios da vida e sua finalidade. Não podemos continuar insistindo em definir a vida com os conhecidos modelos da matéria; esses já nos disseram muitas coisas dentro de suas próprias possibilidades; teremos que mergulhar nas autênticas posições espirituais, onde a imortalidade e os processos renovatórios da reencarnação oferecerão sustentáculos para as novas verdades científicas do porvir.

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