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Sobre o autor

Jorge Andréa

Jorge Andréa

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É motivo de discussões e interpretações a tal almejada questão sobre a criação da vida. Apresentações e teorias científicas ainda oscilam em explicações sem oferecerem as tão aguardadas soluções.

É teoria quase geral que a criação da vida teve início nos mares quentes do Planeta, quando, em priscas eras, ainda se encontrava em adaptações climáticas. A pesquisadora Lélia Coyne, em estudos e experiências, concluiu que a vida despontou  em determinado momento em vários pontos da Terra em características próprias.

Pietro Ubaldi, em A Grande Síntese, nos apresenta uma hipótese sedutora, pela coerência monística, onde a substância única foi o resultado da forte explosão inicial (Big-Bang). Podemos caracterizá-la, no dizer dos físicos, como sendo um plasma quântico, em cujas expansões carrega todas as potencialidades que se mostram até nas ínfimas partículas de sua constituição.

A teoria em pauta, de uma substância única formadora de muitas posições dimensionais, alcançaria em nosso Planeta sua densidade máxima na matéria; esta carregaria consigo, em sua essência, a totalidade da substância, isto é, os potenciais existentes nos campos da energia e os específicos do espírito.

 Desse modo, a substância teria em suas mais íntimas condições um aspecto trino, que poderia mostrar-se, ora como a matéria, ora nos campos das energias e ora com a especificidade da energética espiritual.

O primeiro elemento químico, o hidrogênio (H), portador de um único elétron em sua órbita, à medida que se vai desenvolvendo a evolução no campo material, novos elementos vão surgindo, tal como se seguem com a chegada de novos elétrons, obedecendo a famílias bioquímicas bem caracterizadas, até o elemento urânio, com 92 elétrons em sua órbita.

A energia inicial (gravitação), resultante das irradiações do urânio e outros elementos de sua própria classe, se mostrará com ondas de freqüência bastante acentuada, pelo avanço e respectivas vivências apropriadas desta fase, e se vai transformando em novos campos energéticos. Assim, teremos, respectivamente, a energia de gravitação, seguindo-se a radioatividade (raios X), radiações químicas (ultravioleta),  luz (aspecto visível), infravermelho e eletricidade em ondas de freqüências variáveis, correspondendo ao final das formas dinâmicas.

Por tudo, podemos dizer que a substância com sua essência de totalidade (aspecto trino), expressa-se na dimensão tempo e, no campo espiritual, na dimensão consciência.

Dando um salto no passado, no século sexto a.C., Buda ( o iluminado ) já tinha traçado para o homem um código de libertação, baseado em quatro verdades, como condição de ascensão espiritual.

Dizia que o fato estava no sofrimento causado pelo desejo, porém o remédio estaria num processo de libertação, cujo modo encontrava-se na meditação, a fim de buscar a sublimação. A meditação seria condição ativa, um autêntico processo introspectivo de análise do comportamento do ser, a fim de alcançar o conhecimento do SI (estrutura psicológica individual).

 É na compreensão da vida e no desenvolvimento de um autêntico estado de amor, com desapego, embora podendo trafegar nos mecanismos vitais sem ser possuído pelas coisas materiais, que haveria uma espécie de plenitude da consciência a refletir-se em um estado de sublimação.

Os impulsos da vida com novos e iluminados valores, despontam no advento da Doutrina Espírita que encontrou, na capacidade de Allan Kardec, a personalidade que soube retificar e iluminar as ideias de seu tempo, envolvidas na herança filosófica de conteúdo moral de J.J. Rousseau e, principalmente, de seu mestre Pestalozzi, de quem colheu, cultivou e ampliou os mais belos conceitos educacionais.

O mestre Allan Kardec,  poliglota, professor e bom conhecedor das ciências humanas, em plena maturidade e experiência de vida, soube oferecer para os dias futuros a pureza do código crístico com o elemento indispensável ao ideário monístico, propiciando acentuado avanço da psicologia que, nos dias atuais, está se transferindo para o modelo transpessoal  após atravessar as fases do comportamento da psicanálise e da humanística.

            Com esta visão evolutiva percebemos, através das variadas civilizações que conviveram com suas próprias idéias filosóficas, os reflexos de suas construções de pensamento. O Edito, da época pré-cristã, demarcou no homem o culto da imortalidade. A Grécia, principalmente no século de Péricles, retratou no homem o estado devocional, enquanto que a civilização romana formava o cidadão

 No desfile do tempo, a Idade Média criou o cristão submisso ao lado de suas raízes escravocratas. Com conceitos da época iluminista, desponta o gentil-homem diante da criação de uma nova sociedade exigente de requintes e afetado maneirismo, tentando fortificar uma preconceituosa realeza que iniciava seu apagamento.

No momento de sua nova condição, saberá avaliar e buscar o Cristo Cósmico nos arcanos do seu psiquismo e, em dignificantes realizações, participará de um amor firme e qualificado em suas naturais e nobres expressões, definindo a vivência de um estado cosmocrático.

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