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Artigo do Jornal: Jornal Fevereiro 2016

Sobre o autor

Jorge Andréa

Jorge Andréa

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Pelas intensas vivências experienciais que o imenso bloco do reino vegetal conquista, os impulsos do princípio inteligente se vão estruturando com potencialidades, sempre obedecendo a uma ordem interna, segura e precisa.

            Tal qual aconteceu com as vivências desse princípio no reino mineral, no reino vegetal, de estruturas mais avantajadas, o princípio vai adquirindo maturidade pelo acúmulo das manipulações bioquímicas.

 Essas aquisições vão como que exigindo novos terrenos, mais complexos, a fim de cumprirem com seu constante dinamismo o apropriado ciclo da vida. Assim, com o natural avanço evolutivo, o bloco vivencial despertará no reino animal, mais rico de possibilidades pelos novos campos de experiências que a organização por si só oferece.

            Nestas condições, outras qualidades se expressarão, porquanto o impulso evolutivo do princípio inteligente irá tecendo novos fatores, onde a locomoção, em combinação com recentes atributos, propiciará o aparecimento do instinto, elemento característico dessa nova conquista.

            Até o momento, o princípio inteligente vem fazendo parte de um bloco apropriado a cada espécie, isto é, cada espécie possui o seu conjunto de impulsos semelhantes, embora existindo, nesses blocos, abundantes núcleos vibrando na mesma faixa.

            Informa-nos André Luiz (Espírito), que a individualização inicia-se no reino animal, na família dos lacertídeos (répteis), porquanto é neste grupo que já existe, no setor da organização física, o elemento que pode receber e reciclar as informações mais avançadas do campo espiritual orientador pertencente a uma dimensão superior.

            O processo de individualização do princípio inteligente, cada vez mais, pelo impulso que consigo carrega na busca de novos atributos psicológicos, domina de modo integral as estruturas instintivas da fase animal, a fim de propiciar, nos campos da razão, o despertamento da consciência. Esta posição representaria o despertar da espécie hominal, ainda em rudes e primárias organizações que, com o desfilar das eras, permitirá o seu crescimento psicológico.

Sabemos, através da ciência, que a classe dos primatas apareceu em torno de 55 milhões de anos atrás, com os chamados pró-símios, representados pelo Lêmure. Obedecendo a uma escala evolutiva, entre 35 e 40 milhões de anos, apareceram os macacos do Mundo Novo, o macaco grego; aos 25 milhões, o macaco do Velho Mundo, o babuíno; aos 18 milhões de anos, o gabão; aos 13 milhões de anos, o orangotango e aos 7 milhões o gorila. Logo a seguir, o aprimoramento evolutivo se mostra no chimpanzé, donde partem formas pré-humanas com acentuação da fase animal.

Deve ter havido espécies intermediárias desaparecidas e desconhecidas. Anotemos que a posição bípede, já desenvolvida nas formas humanas definidas, forneceu elementos afirmativos do impulso evolutivo, principalmente na zona cerebral, pelas curiosas e constantes atitudes de busca.

A espécie humana constitui uma junção de pequenos e maiores fatores adquiridos nas vivências anteriores, com traços próprios, cujas realizações mostrarão novos impulsos que o futuro afirmará. O que virá depois? O aperfeiçoamento humano em nosso Planeta não estaria tão somente ligado a novas condições físicas, mas, sim, na posição psicológica pelo desenvolvimento espiritual.

A psicologia está a nos mostrar de modo coerente esse caminho.

O impulso evolutivo representa um infinito desejo de realização do ser infinito, embora suas marcas sejam finitas. Por isso, estamos sempre perguntando quem somo, donde viemos e para onde vamos.

A filosofia espírita, transcendendo aos paradigmas materialistas calcados na dialética e no tomismo, rompendo novos horizontes, vem apresentando o novo paradigma cultural pela investigação dos fatos naturais, já manifestados pela filosofia socrática e platônica, ao lado dos acontecimentos que, bem traduzidos e orientados, representam iluminação da psicologia.

A fé pertencente à própria natureza humana, deve estar ao lado da razão, de modo a permitir um ajustado estado de consciência, em que o processo de libertação, na evolução do ser, tende à busca expressiva do centro do psiquismo – o SELF – onde paira a ressonância divina.

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