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Sobre o autor

Jorge Andréa

Jorge Andréa

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O século XIX pode ser considerado o marco das pesquisas sobre evolução, devido à grande soma de ideias que já vinham maturando na mente dos diversos pesquisadores.

Em 1809, João Batista Lamarck pode ser considerado, pelos pensamentos que reuniu e ventilou, o marco inicial do movimento científico da filogênese.  Não estou dizendo que os antecessores de Lamarck fossem destituídos de valor científico, porém, que nesta época as ideias foram mais bem concatenadas e já melhor recebidas e entendidas. O pesquisador em pauta fez vigoroso estudo sobre o panorama da evolução, traduzindo muitos conceitos sob forma de leis. Assim, abordou o tema sobre o uso e desuso dos órgãos, as questões mutacionais, como também a valorosa ideia da herança dos caracteres adquiridos.

Por todo o século XIX foram aparecendo estudos interessantes e bem de acordo com as razões da Ciência, cabendo, nos meados deste mesmo século, a Charles Darwin, um dos estudos mais bem sedimentados sobre a evolução. As suas ideias foram bastantes elucidativas quando abordou a temática sobre: os animais em estado doméstico e na natureza, os fatores sexuais e problemas de seleção natural, o desenvolvimento das aptidões, as variações e oscilações do instinto, o hibridismo, o isolamento geográfico, e mesmo as dificuldades e possibilidades das interrelações no reino animal.

Grandes e autênticas contribuições para as ideias evolutivas foram os estudos e trabalhos de Saint Hilaire, Oken van Baer e Spencer. Este último apresentou estudos relativos à posição psicológica dentro da estrutura evolutiva. De Vris, especialmente, trouxe boa contribuição às mutações, esses pequenos saltos modificados na herança, que realmente existem e explicam muitos dos porquês na mecânica evolutiva.

Se existem campos – o espiritual e o físico – participando dos mecanismos evolutivos, como acreditamos, desaparecem integralmente as dificuldades de explicações sobre a herança e consequentemente da própria evolução. O espermatozóide e o óvulo, na formação do ovo, dando como consequência o produto de procriação, não estariam às expensas exclusivas dos pais, muitas vezes ineptos e sem condições para serem responsáveis pelos fenômenos mais significativos da vida. Se admitirmos o Espírito reencarnante (campo organizador) a manipular os fatores da herança nos campos dos cromossomos, entenderemos que os pais nos darão o corpo, mas não a alma ou fator psicológico, que cada um de nós carrega e é inteiramente responsável diante das experiências a que estaremos subordinados durante uma determinada vida na carne.

Com o campo espiritual fazendo parte do mecanismo evolutivo e como o real orientador do processo, entenderemos as aparentes divergências, os supostos acasos, as incompreensões dos quadros sócio-familiares, enfim, tanta outra coisa mais que transcende às explicações do panorama da herança, se considerarmos exclusivamente na faixa física. Sob este ponto de vista de horizontes mais largos, a Evolução teria, nos processamentos da herança e mecanismos palingenético, contínuas condições renovatórias, e pelas aquisições de experiências à seiva necessária para que a zona espiritual (campos organizadores) possa carregar pela eternidade em fora o imensurável impulso da imortalidade.

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