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Artigo do Jornal: Jornal Abril 2013
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Dolceacqua43 - Artista locale mentre dipinge un acquarello   Quando o Espírito Mozart procura explicar a música desenvolvida na espiritualidade em sua nova morada, ele tem dificuldades para encontrar terminologias compatíveis às nossas para descrever os procedimentos de criação artística.
    Ele deixa bem claro que se trata de um estágio espiritual naquelas ramagens, em que procura estabelecer um contato natural, utilizando-se do pensamento e vendo as coisas acontecerem com a mais perfeita celeridade.
    O mundo sutil tem como resposta uma espécie de participação através da vontade, ou seja, tudo acontece sob o desejo da inspiração dos sentimentos nobres. No que diz respeito a sua composição, ela acontece numa perfeita sintonia de amor, onde tudo à sua volta tem participação continua, sem a necessidade de instrumentos.
    Graças ao Espiritismo podemos assimilar alguma coisa e pensar na grandeza da natureza divina, pois hoje sabemos que ritmos, som, palavras, por exemplo, podemos construir a partir do pensamento, bem como acolhermos sugestões de outros espíritos a partir dessa relação mental.
    No tocante à nossa composição instrumental, precisamos para sua execução tanto a parte mecânica quanto as técnicas de teoria musical fundamentada.
    Estamos nos primeiros passos de aprendizagem e precisamos ainda de estímulos para desenvolver o gosto pelas lições de estética, pois não basta tão simplesmente atender aos rompantes do desejo pessoal e querer fazer música por música.
    Ainda estamos na escala da abstração, visualizando as nuances comuns de um mundo até então complexo do ponto de vista da natureza de cada habitante, com seus valores e bases morais.
    Para ter uma ideia, no livro Sinfonia Inacabada, da médium inglesa senhora Rosemary Borwn, encontramos um depoimento de L. Van Beethoven quando perguntado, pelo maestro Leonardo Bernestain, sobre o que ele achava da música popular atual da juventude (The Beatles), que fazia grande alvoroço na Europa e no mundo inteiro. O grande gênio da música romântica simplesmente respondeu que aquilo não era nada, porque não se tratava de música.
    É óbvio que a resposta de Beethoven não tinha o sentido amargo da crítica azeda, mas o sentido do que ele conhece por música celeste.
    Apesar da nossa fragilidade à compreensão desta Ciência, continuamos mergulhados procurando alternativas compatíveis de ver e sentir as possibilidades de se imprimir à nossa renovação aos valores criativos. Nossas tentativas aos poucos caminham na direção do bom e do belo tão mencionado por Léon Denis, André Luiz, Emmanuel, Yvone Pereira, entre outros trabalhadores.
    Arte e o Espírito formam um conjunto de riquezas divinas, capazes de produzir elementos estéticos de tamanha expressão permitindo o avanço gradativo da humanidade. É preciso, no entanto, que os lidadores do conhecimento e da mobilização do despertar criativo possam consolidar a forma dessa Ciência para o progresso de cada candidato a renovação moral.
    A proposta acadêmica apresenta um conteúdo programático que muito beneficiará aos que assim desejarem crescer nesse campo, desde que ele se empenhe nos estudos e leve a sério a sua busca de habilidades criativas.
    O Espiritismo propõe um caminho suave de educação para que não haja por parte do candidato o fracasso de suas inspirações mais sublimes.
    Não basta simplesmente querer ser artista pelo simples fato de uma vontade pessoal, visto que o verdadeiro artista é o que conquista valores e os colocam a serviço da humanidade.
    Os dons divinos são alcançados pelo esforço individual de cada um. Portanto, não deixemos para depois o que podemos concluir agora.
    Toda Ciência de Deus provém da vontade legítima do bem. Isto é da lei!
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