pteneofrdeites
Artigo do Jornal: Jornal Dezembro 2013
Compartilhar -

     Allan Kardec organizou diversas comunicações mediúnicas em torno da música, visando oferecer novos conhecimentos à humanidade.

     Estudos científicos comprovam que a música é vibração e pode estimular as pessoas a níveis superiores de consciência.

     No livro Obras Póstumas, encontramos considerações interessantes do compositor erudito Gioachino Rossini, que viveu entre 1792 e 1868, na Itália, que em determinada comunicação mediúnica, colaborou dizendo: que a música no mundo celeste foge a nossa capacidade de compreensão, mas adianta que ela influencia a alma, quanto ao seu progresso moral, que a harmonia coloca a alma sob a força de um sentimento que a desmaterializa.

     Essa afirmação nos leva a pensar que a música possui um grau de elevação para os nossos sentimentos, produzindo assim, uma mudança psíquica capaz de transformar os nossos prazeres grosseiros à divina harmonia.

     Os grandes compositores foram unânimes em dizer maravilhas sobre a música, inclusive, tecendo considerações importantes, quanto ao justo momento das composições. Afirmavam, contudo, estarem movidos por uma forma vibratória desconhecida, mas que manifestavam momentos de profunda beleza, onde as notas se seguiam com uma leveza extraordinária, dando assim, o resultado excepcional dos andamentos de suas sinfonias.

     Há relatos impressionantes em certas biografias, que pelo tempo redigidas, chegam a chamar a atenção, devido à lucidez e a relação com os fatos espíritas, hoje mundialmente conhecidos.

     Muitos afirmaram entrar num estado de êxtase, saindo do corpo físico e penetrando em regiões mentais desconhecidas do seu Eu profundo, ficando surpreso com o resultado obtido após sua conclusão melódica.

     Sabemos perfeitamente que esse estado fugidio da alma somente é possível ocorrer quando nos deixamos envolver por um estado harmônico, capaz de estabelecer um deslocamento passageiro, que parece durar pouco tempo, mas que representa uma existência nos mundos paralelos, ou de regiões superiores à nossa.

     Certa vez, L. van Beethoven afirmou que os críticos podiam dizer o que bem desejassem sobre suas composições, no entanto, não deixou de dizer que eles jamais conseguiriam alcançar o seu mundo.

     Já Amadeus Mozart disse em mensagem mediúnica que a música, no mundo espiritual em que estagiava, dependia exclusivamente dos sentimentos harmônicos do pensamento, também.

     O maestro Heitor Villa-Lobos, que tanto contribuiu para a música em nosso País, procurava despertar as classes escolares através do canto coral. Ele formou novas plateias e deu um novo conceito de educação, pois sabia que a música era um meio de emocionar as pessoas e fazê-las pensar de modo mais elevado.

     Certa vez, o maestro Villa-Lobos, resolveu experimentar os sons da Amazônia. Lá chegando, ele se viu diante de toda aquela exuberância e passou a se deixar levar pela sensibilidade pessoal e do lugar, a ponto de compor diversas canções eruditas e populares de rara beleza.

     Com o maestro Tom Jobim não foi diferente. Ele buscava no Jardim Botânico, do Rio de Janeiro, os sons naturais da fauna e da flora, tendo como pano de fundo a beleza e o silêncio do lugar.

     O Espiritismo tem a propriedade de esclarecer com profundidade todos os esses elementos que compõem a música em nosso planeta, bem como trazer ao público as mensagens mediúnicas que ratificam toda essa integração sutil para os mundos superiores.

     Reflitamos um pouco mais sobre as palavras generosas do maestro Rossini, quando afirma:

     “Oh! Sim, o Espiritismo terá influência sobre a música! Como isso seria de outro modo? Seu advento mudará a arte, depurando-a. Sua fonte é divina, sua força a conduzirá por toda a parte onde haja homens para amar, para se elevar e para compreender. Tornar-se-á o ideal e objetivo dos artistas. Pintores, escultores, compositores, poetas, pedir-lhe-ão as suas inspirações, e ele as fornecerá, porque é rico, é inesgotável¨.

     Enfim, se a música influencia todos nós, devemos considerar viável a nossa manutenção mental de especial elevação, a fim de solidificar um pensamento de nortear nossos sentimentos criativos.

     Vivemos um momento delicado, onde a sociedade passa por um desconforto criativo nos mais diversos setores da arte, nem mesmo os que pensam estar fazendo uma arte apreciável possuem convicção se de fato ela é importante e elevada.

     A música de qualidade moverá aos poucos os equívocos musicais de baixa vibração e a sociedade erguerá do caos cultural aos poucos, a ponto de perceber os primeiros passos do verdadeiro sentimento criativo.

     Meditemos um pouco mais sobre o assunto nas orientações edificantes do maestro Gioachino Rossini:

     “- Queres falar de vossa música?

     O que é ela diante da música celeste? Desta harmonia que nada sobre a Terra pode vos dar uma ideia? Uma é para a outra o que o canto do selvagem é para a suave melodia. Entretanto, os Espíritos vulgares podem experimentar um certo prazer em ouvir a vossa música, porque não são ainda capazes de compreender outra mais sublime. A música tem para os Espíritos encantos infinitos, em razão de suas qualidades sensitivas muito desenvolvidas. Refiro-me à música celeste, que é tudo o que a imaginação espiritual pode conceber de mais belo e de mais suave.”

Compartilhar
Topo Cron Job Iniciado