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Artigo do Jornal: Jornal Novembro 2014
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O Espírito André Luiz, em sua literatura mediúnica, coloca à nossa disposição diversos temas para nossa reflexão. Sua redação é de fácil entendimento, onde nos mostra como podemos alcançar novos conhecimentos em torno da vida imortal através da música.

A cada encarnação avançamos um pouco mais na direção do progresso intelectual e moral. Porém, se tivermos mais interesse e convicção em nossa destinação, não ficaremos presos aos velhos hábitos que embotam a nossa percepção no futuro.

Digo isso por ouvir de algumas pessoas, em nosso meio espírita, que compartilham da ideia de que a música não tem outra utilidade a não ser de entreter as pessoas em eventos festivos na instituição.

Resolvi, então, extrair do livro Nosso Lar algumas considerações importantes, para que tenhamos maior interesse pelo assunto. Mas antes, gostaria de trazer alguns outros argumentos, a fim de valorizar o nosso ponto de vista, sem querer convencer ninguém:

O médium Divaldo Pereira Franco lançou o CD Visualizações Terapêuticas, com a proposta de atender as necessidades psíquicas das pessoas, possibilitando assim a higienização do campo mental, bem como promover novos valores à saúde integral.

A Musicoterapia é um estudo acadêmico da maior importância, muito aplicada na rede pública de saúde, onde pessoas em todos os níveis de necessidades são atendidas periodicamente, demonstrando resultados excelentes.

Desde a antiguidade, a música é utilizada para o bem-estar, elevação espiritual, fins nobres ou terapêuticos. Escritos de mais de 4000 anos na China, Índia, Egito e outros povos relatam isso. Platão (427 a.C.) já afirmava que “A música é o remédio da alma” e que podia transformar o homem e toda a sociedade.

Os esclarecimentos em torno da música mencionados pelo maestro Rossini, em Obras Póstumas, dão conta dessa valiosa contribuição à Humanidade.

Voltando ao nosso André Luiz, destacamos alguns parágrafos na obra psicografada por Chico Xavier, em Nosso Lar.

Tratam-se dos capítulos 15 e 45, respectivamente, onde faz especial destaque sobre os fortes subsídios que confirmam igualmente os valores da música nas atividades do plano espiritual.

Vejamos o que diz no capítulo 15:

“– Essas músicas procedem das oficinas onde trabalham os habitantes de Nosso Lar. Após consecutivas observações, reconheceu a Governadoria que a música intensifica o rendimento do serviço, em todos os setores de esforço construtivo. Desde então, ninguém trabalha em Nosso Lar sem esse estímulo de alegria.”

Mais adiante, no capítulo 45, ele nos fala de uma localidade chamada Campos da Música, destinada à convivência dos habitantes dessa Colônia Espiritual:

“– Nesse momento, atingimos a faixa de entrada, onde Lísias pagou gentilmente o ingresso. Notei, ali mesmo, grande grupo de passeantes, em torno de grandioso coreto, onde um corpo orquestral de reduzidas figuras executava música ligeira.”

E mais adiante no mesmo capítulo, Lísias explica a André Luiz sobre diversidade musical do lugar:

“– Observando minha admiração pelas canções que se ouviam, o companheiro explicou: Nas extremidades do Campo, temos certas manifestações que atendem ao gosto pessoal de cada grupo dos que ainda não podem entender a arte sublime, mas, no centro, temos a música universal e divina, a arte santificada, por excelência.”

Após esse esclarecimento, André Luiz, extasiado pelo quadro inaugural da natureza, conclui:

“– Com efeito, depois de atravessarmos alamedas risonhas, onde cada flor parecia possuir seu reinado particular, comecei a ouvir maravilhosa harmonia dominando o céu.”

Enfim, a beleza de Deus estampada por todos os lugares da vida, tem especial destaque, quando somos surpreendidos pelo belo e, nos colocamos atentos a tais reflexos da grandeza divina.

Sendo assim, podemos dizer que a música no centro espírita pode atender as diversas necessidades de ordem mediúnica e artística, cabendo evidentemente, o concurso da sua verdadeira utilidade divina e o conhecimento técnico dessa ciência magnífica.

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