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Artigo do Jornal: Jornal Julho 2015
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O pintor Jacques-Louis David fala sobre o último quadro de Jean-Auguste Dominique Ingres em comunicação mediúnica espontânea através da Sra. Dozon em 9 de abril de 1862.

A comunicação revela o último trabalho do pintor Ingres, intitulado: O menino Jesus encontrado por seus pais pregando no Templo, entre os doutores. O pintor David, já desencarnado, revela a obra do pintor encarnado, com riqueza de detalhes, além de demonstrar o sentido da pintura religiosa de grande importância para uma sociedade materialista, que pouco se importava com Deus.

Os biógrafos contemporâneos do pintor David foram unânimes em afirmar que ele fora um homem de atitudes fortes, um verdadeiro revolucionário, que, aliás, havia em vida apoiado a Revolução Francesa desde o início, era amigo de Robespierre e membro do Clube dos Jacobinos.

Era natural que suspeitassem dessa comunicação, que achassem de se tratar de uma mistificação.

Sendo assim, a Sra. Dozon com o seu marido foram visitar o pintor Ingres em seu atelier para ter a certeza do fato ocorrido. Então, foram recebidos pelo artista em seu atelier e lá estava a obra conforme descrevera David.

Os biógrafos do pintor Jean-Auguste Dominique Ingres, relatam a sua epopeia artística, dizendo que ele obteve o primeiro prêmio em desenho na academia provincial, viajou para Paris em fins de 1796, sendo aceito por Jacques-Louis David, o mais célebre dos neoclássicos da França revolucionária, permanecendo seu discípulo por quatro anos e seguindo o estilo de seu mestre, que o reconhecera como um de seus alunos mais promissores.

Essa constatação comprova a relação que tiveram em vida, além de ratificar a veracidade de que os Espíritos continuam após ao sepulcro, envolvidos de alguma forma com aqueles que tiveram especial carinho e afeição, bem como continuam identificados com o que faziam em vida.

Allan Kardec, na Revista Espírita 1862, valoriza a narrativa para que possamos analisar e refletir sobre a natureza de tantos acontecimentos comuns na vida cotidiana

É muito natural que os Espíritos manifestem o desejo de colaborar com a gente em nossos afazeres diários por simpatia ou dedicação ao bem.

Na pintura mediúnica, por exemplo, muitos pintores renomados, que já gozam de uma certa liberdade, são convocados a exercerem tarefas de fraternidade. Eles escolhem outros espíritos que atuaram no mesmo serviço em vida, para desenvolrem um trabalho de amor e beleza atraves da Arte.

Voltando a comunicação mediúnica do pintor Jacques-Louis David, observemos como ele descreve a obra do pintor Jean-Auguste Dominique Ingres, empenhando-se com extrema segurança, de quem sabe perfeitamente falar sobre a forma, a técnica e o objetivo do trabalho realizado:

“Não quero fazer aqui da arte como ex-artista; eu sou Espírito, e, para mim, só a arte religiosa me toca”.

“Vede, pois, como todos os trabalhadores se reencontram! Uns vindos voluntariamente e por caminhos já conhecidos; outros conduzidos pela mão de Deus, que vai procurá-los sobre os lugares e lhes mostra onde devem ir. Outros ainda chegam, sem saber onde estão atraídos por um encanto que lhes faz semear também as flores de vida para levantar o altar sobre o qual o menino Jesus vem, ainda hoje, para alguns, sob a roupagem de cor de safira ou sob a túnica do crucificado é sempre um mesmo, o único Deus.

Essa comunicação poderá ser lida na íntegra, além de também analisar o que diz o Espírito de Lamennais, onde ditou espontaneamente, nessa ocasião, a comunicação sobre o quadro do Sr, Ingres, no dia 2 de maio de 1862, através do médium, Sr. A. Didier.

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