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Artigo do Jornal: Jornal Setembro 2016
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Certa vez, o médium Chico Xavier perguntou ao Espírito Emmanuel o significado da palavra mediunidade. O nobre mentor espiritual respondeu-lhe que se tratava de um trabalho de reajuste.

Hoje conhecemos melhor o significado da mediunidade, bem como a responsabilidade que nos cabe na utilização dos seus mecanismos que servem de ferramentas úteis ao aperfeiçoamento.

Para haver o equilíbrio integral e o resultado esperado será preciso atender os dispositivos geradores da conduta exemplar, visto que o médium tem o compromisso de trabalho em prol da Humanidade.

Sendo assim, podemos dizer que a reencarnação é uma oportunidade excelente para os que desejam consagrar-se às esferas mais sutis e a mediunidade é o serviço divino de justiça, amor e caridade, na trilha definitiva da redenção.

A arte e a mediunidade em perfeita sintonia servem de instrumento eficiente ao esclarecimento moral da sociedade, e, para tanto, todo aquele que tem dentro de si o respeito filial às belezas universais, saberá traduzir e produzir com tamanha maestria as infinitas verdades do bem mencionadas por Jesus.

A arte nas mãos do trabalhador respeitoso poderá multiplicar-se e vincular-se aos conceitos normativos, visando sempre o progresso espiritual e nunca as manifestações efêmeras e grotescas.

Para gostar de arte e servir na mediunidade é importante saber, que quanto mais interesse pelo conhecimento mais rápido será a libertação, pois o artista/médium pronto para o trabalho edificante possibilitará maior atuação dos que comprazem com a evolução da sociedade terrena.

Quando empregamos os melhores sentimentos no trabalho artístico/mediúnico, alcançamos a sintonia das relações sutis e através dela conquistamos a parceria das companhias dos mundos infinitos que já gozam da felicidade.

Léon Denis, Yvone Pereira, Chico Xavier, por exemplo, foram portadores da arte e da mediunidade, ora transcrevendo os ensinamentos espirituais, ora de próprio punho expondo o frescor do dever moral.

Igualmente, encontramos em nosso meio espírita, médiuns dedicados que através da sua contribuição artística e mediúnica têm-nos revelado tantas maravilhas do vasto mundo criativo, enriquecendo-nos com a música, teatro, dança, pintura, escultura, canto, artesanato, literatura, entre outras expressões de igual teor.

A arte é de natureza divina. Ela existe dentro de cada um de nós como uma luz que se acende, na medida em que depositamos a nossa vontade aos valores de amor, fé e caridade.

Tive a sorte de conhecer o senhor Manoel, um português aposentado com extrema dedicação ao Hospital Pedro de Alcântara, no Rio Comprido.

Colaborador contagiante pela sua simplicidade de serviço exerceu o ofício de jardineiro, mas sempre teve em mente o desejo ardente de aprender o violino.

Alma de grande sensibilidade e humildade, Manoel trazia consigo o violino em todas as reuniões de domingo e fazia questão de apresentar algumas canções clássicas, com o único objetivo de servir, dividir e despertar as belezas do infinito.

Manoel, com o seu violino e a nobreza dos espíritos responsáveis ao compromisso mediúnico, apoiava o seu violino no ombro e de olhos atentos na partitura, produzia uma melodia suave, que nos levava em viagem distante.

Ele não precisava de muita coisa para demonstrar sua felicidade na Terra. Não era um virtuoso, mas tinha a virtude dos que fazem da arte e da mediunidade um trabalho de amor.

No Jardim da Espiritualidade, certamente o nosso querido Manoel, continua lado a lado do seu violino e através da sua bondade e dedicação, continua em nossa lembrança todos os dias.

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