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Artigo do Jornal: Jornal Setembro 2017
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Sócrates nasceu em Atenas, muito provavelmente no ano de 470 a.C.

Ele foi um dos pensadores mais brilhantes da Grécia, fundador da filosofia ocidental, influenciado por outro importante filósofo grego: Anaxágoras.

Homem reto em seus princípios morais e de convicções lógicas, logo demonstrou ser diferente ao discorrer sobre a essência da natureza da alma humana, como também, ao observar a necessidade de levar o conhecimento para os cidadãos gregos.

Tinha habilidade no falar, era um orador fabuloso, além de um poder de síntese extraordinário, a ponto de reunir pessoas em torno do seu discurso sobre as coisas do mundo e do ser humano.

Ele não deixou nada escrito, embora dois discípulos, muito conhecidos também: Platão e Xenofonte, que souberam registrar os seus pensamentos, proporcionaram ao mundo das ideias todo o esplendor do seu vasto saber.

       Sabemos que ele não foi bem aceito pela aristocracia grega, pois defendia algumas ideias contrárias ao funcionamento da sociedade grega, visto ser crítico aos aspectos da cultura grega, chegando mesmo a afirmar que muitas tradições, crenças religiosas e costumes não ajudavam no desenvolvimento intelectual dos cidadãos gregos.

       Diante de tantas ideias inovadoras para a sociedade grega, começou a atrair muitos jovens atenienses, a ponto de ser apontado como inimigo público da elite, um agitador perigoso, com imenso potencial de provocar grande movimento revolucionário e subverter a ordem social.

       Sócrates provocou mudanças substanciais no seu tempo, e ao que parece continua provocando grandes transformações no mundo ocidental nos dias atuais, por ter afirmado em todas as ocasiões a sua certeza sobre a imortalidade da alma. Por isso, em 399 a.C., ele foi colocado dentro de uma cela, condenado a suicidar-se tomando um veneno chamado cicuta.

       Dezenove séculos depois à vinda de Jesus Cristo ao planeta Terra, Allan Kardec foi levado à reunião das mesas girantes, onde observou atentamente algo que seria a confirmação definitiva sobre o que Sócrates havia mencionado séculos atrás.

       Destacamos parte do seu discurso, visando meditar profundamente sobre o que disse em vida:

¨Porém devemos, senhores, considerar também o seguinte: se a alma for imortal, exigirá cuidados de nossa parte não apenas nesta porção do tempo que denominamos vida, senão ao longo de todo o tempo, parecendo que se expõe a um grande perigo quem não atender esse aspecto da questão. Pois se a morte fosse o fim de tudo, que imensa vantagem não seria para os desonestos, com a morte livrarem-se do corpo e da ruindade muito própria juntamente com a alma? ¨

A Doutrina Espírita afirma o mesmo que ele disse.

Essa rede de pensamento vem se propagando em linhas tênues e salutares há muitos séculos, procurando aproximar os valores e os conceitos morais de libertação espiritual aos homens.

Sócrates afirma que a verdade não está com os homens, mas entre os homens.

Isto me parece bastante razoável para que continuemos avançando confiantes, abrindo portas para o futuro promissor.

A imortalidade da alma é outra realidade, onde a Humanidade deve repousar o seu olhar e verificar a sua razão, pois, somente através dela podemos mensurar a verdade sobre a necessidade de progredir.

A certeza que temos sobre a imortalidade da alma, não se encontra absolutamente por caminhos de incertezas, mas sob a veracidade dos fatos tantas vezes mencionados por Jesus em seu Evangelho.

Destacamos por fim, um diálogo entre Sócrates e Críton, que define muito bem as ideias do filosofo, quando o discípulo, numa tentativa de salvá-lo, subornou o carcereiro e abriu a cela para que fugisse e salvasse da morte:

Críton – Foge depressa, Sócrates!        

Sócrates – Fugir pra quê?

Críton – Ora, não sabes que amanhã te vão matar?

Sócrates – Matar-me? A mim? Ninguém me pode matar!

Críton – Sim, amanhã terás de beber a taça de cicuta mortal. Vamos, mestre, foge depressa para escapares à morte!

Sócrates – Meu caro amigo Críton, que mal filosofo és tu! Pensar que um pouco de veneno possa dar cabo de mim... Críton, achas que isto aqui é Sócrates? Pois é isto que eles vão matar, este invólucro material, mas não mim. Eu sou a minha alma. Ninguém pode matar Sócrates! ...

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