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Artigo do Jornal: Jornal Janeiro 2018
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Dirigida pelo ator Caíque Assunção, a Cia. Teatral Os Mensageiros inicia o ano de 2018 apresentando o seu mais novo projeto artístico, visando dar continuidade aos trabalhos transcendentais, iniciados a partir do ano de 1998, no Rio de Janeiro.

Trata-se da peça Entre Dois Mundos, um espetáculo contendo textos psicografados pelos médiuns Divaldo Pereira Franco e Francisco Cândido Xavier.

São relatos de Espíritos anônimos e conhecidos do público, que ao retornarem ao mundo espiritual após o sepulcro, tiveram a certeza de que a vida continua, e que a imortalidade da alma é uma realidade.

O espetáculo propõe questionamentos sobre a fé, os temores sobre a morte, a realidade no mundo espiritual, entre outros temas tão comuns a vida cotidiana.

O texto foi extraído das obras mediúnicas Libertação, Ação e Reação, Crônicas de Além-Túmulo, Feliz Regresso e Sol de Esperança, que, certamente, possibilitará ao público uma visão mais ampla da vida do Espírito imortal.

Adaptação e direção de Caíque Assunção, e no elenco os atores Mathias Gomes, Samira Azeredo e Tuninho Rosamalta, além da participação da cantora Anatasha Meckenna.

Vale conferir mais esse espetáculo de arte espírita e se emocionar com o trabalho dos artistas. Os interessados poderão encontrar os ingressos na bilheteria do teatro ou através da produção pelos telefones: 3088-6519 ou 99531-5853.

Entre Dois Mundos será no dia 21 de janeiro, às 17 horas, na Arena Carioca Fernando Torres, na Rua Bernardino de Andrade 200, no Parque Madureira.

Ao longo de duas décadas eles já apresentaram as peças Há Dois Mil Anos, Paulo de Tarso, Renúncia, O Céu e o Inferno e Francisco De Assis, que contribuíram sensivelmente para divulgação do Espiritismo.

O teatro de temática espírita possui uma linguagem para todos os públicos e tem por finalidade despertar o pensamento crítico, estético e criativo em torno da libertação consciente.

A Humanidade sempre teve a curiosidade de saber o que acontece depois da morte, porém, as ideias materialistas sempre procuraram desviar o assunto, considerando a morte um fim absoluto.

Com o advento do Espiritismo essa ideia caiu por terra, pois Allan Kardec silenciou a sociedade de sua época, revelando que a morte não existe, que a vida é uma só e as existências são muitas.

Embora a tarefa do teatro seja difícil e complexa, não podemos deixar escapar essa oportunidade que ora temos a nosso favor, porque, com as artes cênicas torna-se viável o trabalho de divulgação e a manutenção de uma Ciência Moral.

Aos que se dedicam ao trabalho sério e consciente, encontrarão no decorrer da sua tarefa o apoio e a presença sempre amiga dos Benfeitores Espirituais, que em geral são os servidores do bem em nosso favor.

Vale lembrar que Victorien Sardou, o grande contemporâneo de Allan Kardec, o magnífico teatrólogo Espírita e o criador da primeira peça no gênero, com o título de Spiritisme, comédia dramática em três atos, em 1896, no Teatro Renaissance, em Paris, é o precursor legítimo dessa iniciativa artística.

Ele procurou defender, no palco, as ideias da Codificação Kardequiana, pela própria Sarah Bernharth, o mito mais famoso da arte cênica em todos os tempos.

Ele possibilitou através do teatro espírita o divisor de águas, a nova era tão aguardada pelos verdadeiros artistas, que se desdobraram e se desdobram para ver nos palcos a mensagem de amor e esperança.

Portanto, não percamos tempo com literaturas efêmeras e estereótipos desnecessários, porque nas obras mediúnicas ditadas pelos Espíritos André Luiz, Emmanuel e Humberto de Campos, por exemplo, encontram-se os subsídios legítimos para uma adaptação adequada.

Analisemos o que diz o Espírito Emmanuel em seu livro O Consolador:

“O artista verdadeiro é sempre o ‘médium’ das belezas eternas e o seu trabalho, em todos os tempos, foi tanger as cordas vibráteis do sentimento humano, alçando-o da Terra para o infinito e abrindo, em todos os caminhos, a ânsia dos corações para Deus, nas suas manifestações supremas de beleza, sabedoria, paz e amor”. 

O conjunto dessas ações e o esforço coletivo das almas abnegadas farão do Teatro Espírita, a linguagem transformadora de uma sociedade, que luta e aguarda, pacientemente, por uma comunicação elevada, com valores regenerativos, que dignificam a verdadeira identidade espiritual de todas as criaturas de Deus.

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