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Artigo do Jornal: Jornal Setembro 2018
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Os centros espíritas são também as escolas da alma, onde cada um aprende e se aperfeiçoa, conforme a vontade de crescer e prosperar para os mundos melhores. Neles, encontramos a orientação através da Doutrina dos Espíritos, cujo pensamento religioso, científico e filosófico está pautado nos ensinamentos de Jesus.

Codificada por Allan Kardec que durante a sua vida se dedicou ao conhecimento acadêmico e como pedagogo de excelência sempre esteve voltado para o vasto mundo dos saberes, muito provavelmente, não poderia imaginar que um dia fosse levado até a grande tarefa por ele aceita e programada, muito antes de reencarnar.

Hoje temos a certeza de que a reencarnação é uma realidade e, uma vez retornando ao mundo físico, somos submetidos ao esquecimento para que possamos fazer as nossas escolhas livres de qualquer imposição.

Contamos, contudo, com a misericórdia divina através dos bons espíritos que nos cercam e velam pelo sucesso da nossa jornada terrena.

Sendo assim, não estamos abandonados a própria sorte, porque possuímos uma programação a ser cumprida nos seus mínimos detalhes em tempo destinado.

É verdade que muitos escolhos poderão atrapalhar as nossas escolhas inadiáveis, porém, não faltarão elementos sustentáveis que venham a nos colocar nos trilhos da correção.

Com o emérito professor Hippolyte Léon Denizard Rivail (Allan Kardec), ocorreu em determinado momento um divisor de águas em sua vida a partir do convite feito pelo amigo Sr. Fortier, para que conhecesse de perto os fenômenos das mesas girantes.

Sendo um intelectual renomado em toda Europa, por ter uma obra acadêmica publicada e seguida por muitos países deste mesmo continente, ele não pode fugir do seu compromisso.

O fato é que na hora certa somos levados aos nossos compromissos inadiáveis e não podemos mais voltar atrás, porque eles passam a mexer profundamente conosco, tirando-nos o sono e fazendo ver em definitivo o nosso caminho.

Quando o professor Rivail sentou na cadeira e a sessão teve o seu início, ele começou a fazer anotações intermináveis num bloco de papel, saindo dali completamente entusiasmado, por observara algo muito mais valioso do que comunicações com o além-túmulo, mas o prelúdio de uma nova ciência, capaz de responder em definitivo sobre o grande enigma da Humanidade: a imortalidade da alma.

A partir desse dia, ele estava convencido de que sua vida mudaria, que não poderia mais voltar atrás, porque havia descoberto um tesouro de esperança, de amor e consolação à evolução humana.

Uma vez convencido da realidade, ele foi contestado, ridicularizado e abandonado por ter organizado o Livro dos Espíritos e por fazer a sua divulgação.

Mas ele não se curvou aos propósitos sinistros dos seus detratores visíveis e invisíveis, porque acreditava na verdade.

Assim também ocorre com nós outros, proporcionalmente, diante das nossas obrigações diárias nas lides do Senhor em busca da libertação espiritual. Sofremos a indiferença de muitas pessoas de convivência e até mesmo dentro da própria família.

Não somos, evidentemente, missionários de grande monta. Mas trazemos conosco os propósitos de serviço, de reforma intima, que estão atrelados na atual existência.

Nas escolas da alma encontramos as lições codificadas pelo emérito professor ditada pelos Espíritos. São apontamentos importantes de que precisamos para alcançar as luzes do bem e do amor filial.

Contaremos também com o carinho e a atenção devida dos nossos irmãos encarnados na Terra, que, carinhosamente irão dispensar suas horas de trabalho em nosso benefício.

Aprenderemos com eles a importância de estimular e promover algumas atividades importantes no trato solidário, humanista e nas diversas ações criativas no universo das artes, a fim de despertar novas percepções psíquicas, que, certamente, servirão de contorno educativo.

É importante lembrar que mesmo estando encarnado no planeta Terra, não estamos dissociados da condição de Espíritos, e nem tão pouco fora da vida Espiritual.

Recordemos a narrativa do Espírito André Luiz, em seu livro Nosso Lar, psicografado por Francisco Cândido Xavier, quando ao perceber alguns Espíritos no local das tarefas redentoras, trazendo em si o cordão cor de prata.

André na condição de aprendiz ficou admirado quando esclarecido sobre a cena que envolvia espíritos encarnados na Terra, mas que já reuniam valores morais, horas de serviço voluntário e boa vontade, engajados no trabalho de caridade aos mais necessitados.

As escolas da alma são berços e casulos amorosos de conhecimento, amor, trabalho e esperança. O trabalhador consciente e cumpridor de suas obrigações obterá sempre o apoio necessário e desfrutará da atenção espiritual, porque Deus não abandona os seus tutelados.

A vida do Espírito não cessa nunca e, cada vez que ele almeje novos desafios, encontrará sempre a ajuda filial para alcançar os melhores resultados, promovendo, assim, a vitória pessoal, inaugurando de vez as luzes para o mundo do porvir.

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