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Artigo do Jornal: Jornal Novembro 2018
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A conhecida mensagem publicada no livro Parnaso de Além-Túmulo, edição FEB, da oitava edição, revista e ampliada pelos autores espirituais, ditada ao médium Chico Xavier, é um documento histórico dos mais importantes e notáveis, pelo maravilhoso teor literário e poético.

Poetas renomados e reverenciados colocam nesta obra o estilo próprio e incomparável, visando despertar e conscientizar os leitores para importância da vida e da imortalidade da alma.

Poemas, poesias e sonetos versam sobre o tema central, dando largas ao pensamento, possibilitando, assim, maior entendimento quanto às incertezas e aos medos vindos das eras remotas. Tudo devidamente exposto com a intenção de despertar os vivos para a realidade e, ao mesmo tempo, consolidar que Deus é bom e justo.

E foi na cidade pacata de Pedro Leopoldo, Minas Gerais, onde um jovem rapaz de apenas 24 anos de idade, através da sua mediunidade, serviu de instrumento para trazer ao mundo a certeza de que a vida continua no Além.

De início desacreditado, zombado e ridicularizado, como, aliás, é comum a toda novidade que não se pode compreender. Depois, a especulação e, por fim, a credibilidade – por não ter como negar o estilo de cada poeta.

Morte é vida. E vida é a própria realidade de todos nós que fomos criados simples e ignorantes.

  Inferno, purgatório e paraíso, durante tantos séculos, foram apresentados como enigmas; agora, são vistos como simples estágios psíquicos da alma.

De pé, os mortos! É artigo exposto pelo notável jornalista e cronista Humberto de Campos, na mencionada edição, página 35, informando que os vivos do Além e os vivos da Terra não podem enxergar as coisas através de prismas idênticos, o que explica dizendo:

¨Imagine se o aparelho visual do homem fosse acomodado, segundo a potencialidade dos raios X: as cidades estariam povoadas de esqueletos, os campos se apresentariam como desertos, o mundo constituiria um conjunto de aspectos inverossímeis e inesperados”....

Sendo assim, com a intenção de ressaltar as lutas que ele teve na Terra, bem como as dificuldades, buscamos através dos seus biógrafos informações importantes, visando ilustrar a bondade divina e a vontade de crescer e de se renovar perante as experiências no dia-a-dia.

Passou momentos difíceis na profissão. As finanças lhe apertaram o cerco de tal forma, que teve de buscar uma solução rápida e eficiente para o momento. Adotou, então, o pseudônimo de Conselheiro XX, passando a escrever crônica chistosa a respeito da figura eminente da época, o senhor Medeiros Albuquerque, que se tornou motivo de riso, da zombaria e da chacota dos cariocas por vários dias.

Como a maioria dos seres humanos que passam por provações difíceis e privações inoportunas, ele desesperou-se, buscando a porta larga para soluções imediatas, sem perceber aos menos o passo em falso que acabava de dar.

       O Conselheiro mordaz e impiedoso feriu fundo o orgulho do senhor Medeiro Albuquerque, colocando-o na boca do povo os argumentos que todos desejavam fazer uso contra ele.

A maledicência e a falta de indulgência trazem enormes prejuízos à saúde da alma e logo apresenta a doença que, aos poucos, sem perceber, modifica por completo o estado psíquico e a miséria perturbadora.

Sepultou o Conselheiro XX e das cinzas, qual Fênix luminosa, nasceu outro Humberto de Campos, cheio de piedade, compreensão e entendimento para com as fraquezas e os sofrimentos dos semelhantes.

A alma sofredora do País buscou avidamente Humberto de Campos e dele recebeu consolação e esperança. Eram cartas de dor e desespero que chegavam às suas mãos, pedindo socorro e auxílio. E ele, tocado nas fibras mais sensíveis do coração, a todos respondia, em crônicas, pelos jornais, atingindo milhares de leitores em circunstâncias idênticas de provações e lágrimas.

Seus padecimentos, contudo, aumentavam dia a dia. Cego e submetendo-se a várias cirurgias, morando em pensão, sem o calor da família, sua vida era um quadro de dor e sofrimento.

No dia 5 de dezembro de 1934 desencarnou. Partiu, levando da Terra, amargas decepções. Jamais o Maranhão, sua terra natal, o aceitou. Seus conterrâneos chegaram mesmo a hostilizá-lo.

Três meses apenas de desencarnado, retornou do Além, através do jovem médium Chico Xavier, o qual, com 24 anos, começou a escrever, sacudindo o País inteiro com suas crônicas de além-túmulo.

A morte não é o fim absoluto! É somente uma transição natural.

O bem que fazemos, por menor que seja, tem respaldo positivo na vida espiritual.

Os diversos sonetos expostos no livro Parnaso de Além-Túmulo, mantiveram o estilo de seus autores, bem como Humberto de Campos manteve a beleza do seu estilo através de suas crônicas.

Sua família logo quis receber os direitos autorais das mensagens psicografadas através dos livros publicados.

Ele saiu de cena por algum tempo, retornando com o pseudônimo de Irmão X. Mais uma vez, ele se reinventava. Agora, no anonimato, ele passou a psicografar com o médium mineiro, trazendo a público suas amorosas crônicas consoladoras.

Como afirma Humberto de Campos:

“Todos os poetas estão aí, dentro das suas características, trabalhando para o bem.

Os mortos falam e a humanidade está ansiosa, aguardando a sua palavra”.


Referências:

-Parnaso de Além-Túmulo – FEB.

-Fonte: Revista Reflexões. Edição n.º 5

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