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Artigo do Jornal: Jornal Outubro 2016

Sobre o autor

Lúcia Moysés

Lúcia Moysés


"O bem que praticas em qualquer lugar será teu advogado em toda parte." Emmanuel
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Estando nos Estados Unidos e conversando com um grupo de espíritas brasileiros que lá residem, pude ouvir de uma mãe uma historia que me encantou. Evangelizadora e professora de crianças, sempre procurou educar seus três filhos dentro dos princípios cristão-espíritas. Participar semanalmente do Culto do Evangelho no Lar e da Evangelização Infantojuvenil no Centro Espirita foi rotina aprendida por eles desde pequeninos.

       Com a família radicada naquele país, os filhos passaram, naturalmente, a frequentar escolas locais e conviver com crianças norte-americanas. Vale ressaltar que nos Estados Unidos a escola é absolutamente laica e não são toleradas quaisquer tentativas de se falar de religião aos alunos. O Natal, por exemplo, festa maior da cristandade, é festejado em torno de símbolos que excluem o Mestre Amado e quaisquer referências ao seu nascimento. Vale árvore, presentes, Papai Noel, mas... Jesus, não!

       Foi neste contexto que se deu o fato narrado pela mãe de Raphael, quando ele contava treze anos.

       Na escola, o seu melhor amigo o procurava todos os dias para conversar. Estava passando por problemas familiares que o deixavam aflito e revoltado com os pais.  Extravasava seu descontentamento, revelando seu desejo de fugir daquela situação. E Raphael, utilizando-se dos conceitos espíritas e evangélicos que possuía, acalmava-o, dando-lhe explicações claras e convincentes.

       Diante de tanta lógica e consolo, o amigo, um dia, lhe perguntou: Onde você aprendeu essas coisas? A resposta foi simples: “Eu sou espirita!” E, a partir daí, passou a lhe explicar os princípios básicos da doutrina, de forma clara e inequívoca, como seria de se esperar para a sua idade.

       O colega mostrou-se interessado. Percebendo a lógica dos argumentos explanados e a paz que passou a abrigar no coração, pediu ao companheiro que lhe indicasse um livro para que pudesse se aprofundar naqueles ensinamentos. Foi com alegria que os pais do jovenzinho compraram O Livro dos Espíritos e O Evangelho Segundo o Espiritismo para ser ofertado ao amigo do seu filho.

       A Doutrina Espírita esclarece, consola e liberta. Bem assimilada pelo Raphael, ela cumpriu tal papel. Aos poucos, o seu amigo foi encontrando explicações para as situações vividas, compreendendo que cada um de nós renasce na família e nas circunstâncias que nos farão avançar espiritualmente, caso tenhamos a sabedoria necessária para superar os obstáculos que, porventura, se anteponham aos nossos passos. Entendendo o porquê dos problemas familiares, foi-lhe mais fácil encontrar consolo e forças para, não somente permanecer junto aos pais, como também para tentar ajudá-los. O tempo, as leituras, as preces e o ombro amigo do Raphael foram capazes de libertá-lo das ideias de fuga e, sobretudo, do sofrimento intenso que o consumia.

       Renascer em uma família espírita e poder aprender, desde muito cedo, as verdades incontestáveis da doutrina codificada por Allan Kardec é uma bênção! Bênção ainda maior é conviver com pais que orientam seus filhos à luz das lições do Evangelho e que buscam vivenciá-las no dia a dia, em uma demonstração precisa de que é possível viver no mundo entendendo o sentido da vida, sem se perder nos seus complexos meandros.

       A tarefa da família fica mais fácil quando é coadjuvada pelos ensinamentos oferecidos no Centro, através da Evangelização Espírita Infantojuvenil.

       Evangelização, no dizer do espírito Anália Franco, “é luz que se acende na escuridão da ignorância. Evangelização é o caminho no qual a criança, o jovem, assim como também a família, encontram diretrizes corretas para um bom proceder na Terra”.

       O caso de Raphael é um exemplo de que as sementes do bem, plantadas no coração da criança, são capazes de brotar, crescer e dar frutos ainda muito cedo, quando mal terminaram de florescer.

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