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Artigo do Jornal: Jornal Dezembro 2014

Sobre o autor

Ângela Delou

Ângela Delou

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Malala Yousafzai, aos 17 anos – Prêmio Nobel da Paz

“Este premio é para todas as crianças cujas vozes precisam ser ouvidas.” Assim a jovem ativista paquistanesa se pronunciou ao receber o Premio Nobel da Paz 2014.

Em 2012 contei, nesta coluna, a história de Malala Yousafzai, que se transformou num símbolo mundial defendendo o direito à educação feminina. A jovem sobreviveu ao ataque do grupo fundamentalista talibã. No trajeto de casa para a escola ela e duas amigas foram baleadas por um homem armado que invadiu o ônibus escolar. Levou dois tiros, um no pescoço e outro na cabeça. Foi levada para o Reino Unido e ficou internada num hospital, na cidade de Birmingham, onde vive até hoje com sua família.

 

A força da mídia

Sua vida mudou aos 11 anos de idade, quando começou a escrever em um “blog” contando a situação das meninas do Afeganistão, na região do Vale do Swat, controlada, de 2007 a 2009, pelos talibãs. Impedidas de freqüentarem escola eram obrigadas a casarem-se cedo mantendo-se enclausuradas em suas casas. A notícia correu o mundo.

 

O que é o Talibã?

O Talibã é um grupo político que age na sua região – Afeganistão e Paquistão. Não devemos confundi-lo com os terroristas da Al Qaeda. Um dos fundadores da Al Qaeda foi Osama Bin Laden. Esta organização é composta por árabes enquanto o Talibã é composto por homens das tribos afegãs.

As ideologias dos dois grupos são distintas, apesar de serem aliados. O próprio Osama encontrou refúgio junto aos Talibãs no Afeganistão.

Os talibãs se formaram em 1994, após a ocupação soviética, de 1979 a 1989, no Afeganistão. A milícia talibã invadiu a capital Cabul e tomou o poder, governando o país de 1996 até a invasão dos americanos em 2001. O objetivo deles é expulsar os Estados Unidos. O grupo utiliza táticas de guerrilhas e ataques de homens-bomba. São muito rígidos na maneira de interpretarem os textos islâmicos. São contrários à cultura ocidental e obrigam as mulheres a usarem a burca – roupa que cobre todo o corpo, até o rosto e os olhos, onde há uma rede para se enxergar. A burca é um símbolo do Talibã. Além das mulheres do Afeganistão e do Paquistão, as do Irã também são obrigadas a usarem a burca.

 

A pessoa mais nova a receber o Nobel da Paz

Aos 17 anos, Malala, a ex-blogueira paquistanesa, é a pessoa mais nova a receber o Prêmio Nobel da Paz.

“Me senti mais forte e mais corajosa, porque este prêmio não é apenas um pedaço de metal ou uma medalha que você guarda no quarto. É um incentivo para ir em frente” – disse Malala, que continua a luta pelos direitos das crianças.

Foi premiada junto com o indiano Kailash Satyarthi, engenheiro de 60 anos, que tirou 80 mil crianças da escravidão. Kailash fundou em 1980 a organização “Movimento para Salvar a Infância”, que segue a “tradição de Gandhi” – líder pacifista indiano.

Em 1947 foi obtida a independência indiana, ao mesmo tempo a Índia foi dividida em dois Estados: a União indiana, hindu, e o Paquistão, muçulmano. Mahatma (a Grande Alma) Gandhi dedicou-se a reconciliar as duas partes, mas foi assassinado por um extremista hindu, em 1948.

 

Outros premiados com o Nobel da Paz

Ao contrário dos outros prêmios, o Nobel da Paz pode ser atribuído a pessoas ou organizações que estejam envolvidas no processo de resolução de problemas, como é o caso de Malala Yousafzai e Kailash Satyarthi. Diferente das demais categorias que premiam quem já atingiu seus objetivos.

Martin Luther King Jr. foi escolhido para o Nobel da Paz em 1964, como ativista dos direitos humanos. Em 1979, Madre Teresa de Calcutá, pela luta contra a pobreza na Índia. Nelson Mandela, em 1993, por seu trabalho pelo fim pacífico do regime do “apartheid” e por estabelecer os princípios para uma nova África do Sul democrática. Gandhi, apesar de sua luta pelos caminhos da “não-violência”, não foi premiado com o Nobel da Paz.

 

A Paz, a grande meta do ser humano

Desde os primórdios da humanidade o ser humano procura a paz. Muitos julgam que a encontrarão através da guerra. Grande engano. Para colher precisamos antes plantar. Sabemos disso mas esquecemos que a paz é obtida a partir de nós mesmos; de atos simples como a prática da gentileza, do acolhimento, da compaixão, da simpatia pelos diferentes e assim por diante...

Neste lindo mês de dezembro, quando a comunidade cristã comemora o aniversário de Jesus, seja Ele, mais uma vez, o Grande Inspirador desses atos singelos em nós, através de um abraço amigo, um olhar atencioso, um alô cheio de ternura. Somente assim iremos construindo um mundo de paz. Oremos pela paz!

Feliz Natal para todos!

Obrigada pelo carinho e amor que tenho recebido dos queridos amigos leitores! Jesus abençoe seus lares!

Vivamos Jesus na plenitude de nossas limitações! Feliz Natal!!!

 

Fontes:

Site da Revista Nova Escola-Ed.Abril/Jornal O Globo/Mundo/11.10.2014/Wikipédia/Enciclopédia Larousse Cultural

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