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Artigo do Jornal: Jornal Maio 2015

Sobre o autor

Ângela Delou

Ângela Delou

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Meimei, “devotada orientadora de crianças”, no dizer do Espírito Emmanuel, conta-nos uma linda história chamada Mãezinha, no livro Pai Nosso (meu livro favorito), editado pela Federação Espírita Brasileira.

O Pai Celestial, quando precisou colocar no mundo as primeiras criancinhas, precisava chamar alguém que tivesse características muito especiais e aí começou a pensar o que seria necessário para o desempenho da importante tarefa; precisava de alguém que soubesse perdoar infinitamente; que não enxergasse o mal; que ajudasse sem exigir pagamento; que cuidasse dos meninos com paciência e ternura; que tivesse bastante serenidade para repetir diariamente as lições da vida; que passasse noites e noites cuidando sem reclamar; que cantasse baixinho para adormecer os bebês; que ficasse em casa cuidando deles; que soubesse contar histórias; que abraçasse e beijasse as crianças doentes; que ensinasse a dar os primeiros passos – e assim a escritora vai descrevendo o perfil desse alguém especial para atender tantas demandas. Depois de pensar bastante, o Pai do Céu chamou a Mulher e deu-lhe o título de Mãezinha, que é a representante do Amor de Deus no Mundo. Se pudermos imitá-la, conclui, vamos fazê-lo, pois seremos os “preciosos auxiliares de Deus” na tarefa. Linda história!

Refletindo sobre os ensinamentos de Meimei, vemos que as mãezinhas são os corações amorosos que depositam muito amor nos corações dos pequenos para se nutrirem na presente encarnação. A maior jóia que recebemos nesta vida é a oportunidade de estarmos encarnados. Seja em que condições renascemos lembremos da mensagem do Mestre, porque Jesus quando escolheu uma manjedoura para nascer ele quis dizer que não importa de onde viemos, mas o que importa é aonde queremos chegar. Portanto, agradecer por aqui estarmos é a primeira coisa importante. Aonde iremos chegar, essa é a nossa tarefa! Quantas mãezinhas existem porque aceitaram a tarefa Divina de cuidar de filhinhos do coração! E, neste mês de maio, estamos homenageando as mãezinhas cheias de amor no coração!

 

Mãe Corina:

Corina Novelino certa vez recebeu das mãos de Chico Xavier uma bela mensagem assinada pelo Espírito Eurípedes Barsanulfo, um dos grandes vultos do Espiritismo. Dentre tantas orientações, ele dizia: “Corina, você é minha última esperança em Sacramento.” Desde jovem, Corina revelou-se um espírito bondoso e desprendido, sempre disposta a dar o melhor de si para os outros. Ainda jovem ficou órfã de pai e mãe, sendo criada por um casal que lhe deu todo amor e carinho. Na cidade de Sacramento, cidade de Eurípedes, tornou-se uma das figuras mais amadas da cidade. Lá fundou lares para abrigar crianças, o “Lar de Eurípedes”. Fundou também o “Clube das Mãezinhas”, composto de mães que faziam roupinhas para crianças necessitadas.

Muito atuante, escritora de grandes recursos, escreveu importantes livros como Eurípedes, o homem e a missão e Escuta, meu filho. Escreveu em todos os jornais da cidade e em outros órgãos de divulgação do Espiritismo. Mas sua característica de maior destaque foi o seu amor, a sua generosidade, a sua dedicação aos semelhantes, tal como Meimei descreve em sua história. Conhecida como “Mãe Corina”, a nobre irmã dedicou sua vida ao próximo e em especial às crianças sem lar.

 

Mãe Lili:

Clélia Soares da Rocha nasceu na cidade de Barra Mansa, no Rio de Janeiro. Espírita fervorosa, muito interessada nos estudos doutrinários foi jornalista, literata, poetisa, escritora, teatróloga, musicista e professora de línguas e de trabalhos manuais. Era chamada carinhosamente de Mãe Lili pelas filhas adotivas. Sua principal característica era o amor que dedicava aos semelhantes. Dedicou toda a sua vida ao magistério e ao amparo da criança órfã. Ela e a igualmente benfeitora Anália Franco foram grandes amigas, ajudando-se mutuamente nas inúmeras obras do Bem. Numa das cartas, Ana Franco escreveu a respeito do trabalho de Clélia Rocha: “Você é a diretora que mais assimilou os nossos ideais e muito tem produzido. Se todas as demais cooperadoras fizessem como você, muito realizaríamos.”

Acolheu no Lar de Anália Franco muitas crianças órfãs e ali realizou numerosos casamentos de suas ex-educandas. Pouco conhecida pelos espíritas, Clélia Rocha foi uma missionária, fazendo parte desse grupo de nobres e valorosas mulheres espíritas.

 

Fonte: Grandes Vultos do Espiritismo, Paulo Alves Godoy, editado pela FEESP.

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