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Artigo do Jornal: Jornal Janeiro 2017

Sobre o autor

Ângela Delou

Ângela Delou

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Historicamente, as mulheres foram autorizadas a frequentar a escola no Brasil apenas em 1827, quando uma lei no período imperial permitiu-lhes o acesso à Educação. No entanto, a lei garantiu acesso apenas às escolas elementares.

O Brasil deixa de ser Império e se torna República, em 15 de novembro de 1889, as mulheres não tinham direito a votar em nenhum lugar do mundo. Em 1893 finalmente, na Nova Zelândia, primeiro país a permitir o voto feminino.

Nos EUA, isso aconteceu apenas em 1920. No Brasil, mais tarde ainda: somente em 1932. Seja na política ou no esporte, as barreiras à participação feminina sempre existiram e ao longo dos anos estão sendo derrubadas, vejamos:

1900: Mulheres foram autorizadas a competir nos Jogos Olímpicos em Paris, mas só em esportes “belos” e que não exigiam contato físico, como tênis e golfe. A tenista britânica Charlotte Cooper se tornou a primeira campeã olímpica da história.

1912: Liberação da participação de mulheres na natação olímpica dos Jogos de Estocolmo gera ameaça de boicote de alguns países.

1928: Atletismo feminino estreia nos Jogos Olímpicos de Amsterdã, mesmo contrariando o Barão de Coubertin, criador dos Jogos da Era Moderna.

1932: No mesmo ano em que as mulheres brasileiras ganharam o direito de votar, a nadadora Maria Lenk se tornou a primeira atleta do sexo feminino a representar o Brasil nos Jogos Olímpicos.

1941: Decreto-Lei 3.199 veta mulheres brasileiras de praticar esportes “incompatíveis com as condições de sua natureza”. A regulamentação acontece em 1965 e proíbe a “prática feminina de lutas de qualquer natureza, futebol, futebol de salão, futebol de praia, polo, halterofilismo e beisebol”.

1979: Cai a proibição do futebol feminino no Brasil e começam a surgir ligas e equipes por todo o país.

1991: China sedia a I Copa do Mundo de futebol feminino e os EUA vencem a Noruega na decisão do título.

2012: Todas as delegações (205 no total) que foram aos Jogos Olímpicos de Londres tiveram atletas mulheres, fato até então inédito na história dos Jogos.

2016: De origem pobre, Rafaela Silva ganha a primeira medalha de ouro do Brasil no judô feminino na história dos Jogos Olímpicos. Oito anos antes, Maurren Maggi foi a primeira brasileira a ir ao alto do pódio olímpico em uma prova individual.

       

No campo social

Se no esporte e na política houveram avanços magníficos, no campo social há muito para avançar. O crescimento econômico do Brasil na última década não se refletiu em mais igualdade no mercado de trabalho. Com ou sem crise, as mulheres brasileiras continuam trabalhando mais cinco horas a mais, em média e recebendo menos.

Entre as mulheres, 70% estão fora do mercado de trabalho e dedicam-se aos afazeres domésticos e familiares. A renda das mulheres equivale a 76% da renda dos homens e elas continuam sem as mesmas oportunidades de assumir cargos de chefia ou direção. A dupla jornada também segue afastando muitas mulheres do mercado de trabalho, apesar de elas serem responsáveis pelo sustento de quatro em cada dez casas.

       

Violência contra a mulher

Ao longo das décadas, o Brasil conquistou muitas vitórias na luta contra a violência domiciliar. Em 1985, foi criada a primeira delegacia da mulher. Quase dez anos depois, a Lei 11.340, mais conhecida como Lei Maria da Penha, aumentou o rigor nas punições para violência doméstica ou familiar. Hoje, agressores de mulheres podem ser presos em flagrante ou ter prisão preventiva decretada. Além disso, a lei prevê medidas como a saída do agressor do domicílio e a proibição de sua aproximação da mulher agredida.

O papel da mulher

“Sendo delineada mais graciosamente que o homem, a mulher denota, naturalmente, uma alma mais delicada; é assim que nos meios semelhantes, em todos os mundos, a mãe será mais bonita que o pai, porquanto é a ela que a criança vê primeiro; é para o semblante angelical de uma jovem mulher que a criança volta incessantemente o olhar; é para a mãe que a criança enxuga as lágrimas e fixa o olhar ainda fraco e incerto. A criança tem, pois, uma intuição natural do belo”.

Fontes de pesquisa:

- acervonovaescola.org.br

- espnw.espn.uol.com.br

- Kardec, Allan - Revista Espírita, dezembro/1858

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