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Artigo do Jornal: Jornal Agosto 2019

O transtorno de pânico é uma síndrome caracterizada pela ocorrência de ataques de pânico classicamente recorrentes, imprevisíveis e espontâneos. Esstes são episódios distintos de medo ou ansiedade, que cursam associados a diversos sintomas somáticos, como palpitações e sudorese. Eles se apresentam tão dolorosos para o indivíduo, que chegam a levá-lo a ter sensação de morte. A sua etiologia, entretanto, permanece ainda desconhecida para a medicina convencional.  

O medo é uma das principais forças motivadoras da conduta humana. Isso porque ele é um fator de preservação da vida, de defesa e de proteção, que advém do aumento do instinto de autodefesa, de conservação. Assim, quando bem dirigido, ele se transforma em prudência e em equilíbrio, ajudando nas tomadas de decisão, ao menos no início da jornada evolutiva. Quando, porém, desmedido, avulta em expressões psicopatológicas em forma, por exemplo, de distúrbio de pânico. 

A ansiedade, por sua vez é um estado emocional desprazeroso caracterizado por sentimentos de antevisão desagradável de um perigo iminente. Não se sabe, no entanto, o porquê. Antes, é um estado de angústia geral, de antecipação do sofrimento, que carece de motivo óbvio. Afora esstas duas forças, uma outra entidade merece destaque, a culpa, que. Isso porque esta, certamente, está intimamente ligada à gênese daquelas. Por diversos processos, aA culpa geraria o medo, por diversos processos, e esstes, quando jogados ao inconsciente profundo, poderiam fazer surgir a ansiedade, no momento em que aparecessem manifestações corpóreas.  

Admitida a existência do espírito e do envoltório etéreo que o reveste, chega-se, facilmente, à dedução da realidade reencarnatória do mesmo. A esste ponto, consegue-se entender que a tríade (culpa-medo-ansiedade), igualmente, pode ter a sua origem nas tramas espirituais, já que o distúrbio do pânico se encontra enraizado no ser que desconsiderou as Leis de Deus, e, porque esstas estão grafadas na consciência do indivíduo, mesmo que a justiça humana não consiga observar o delito, o próprio infrator o guarda em suas teias psíquicas.  

Desse modo, porque ficou impune, em vidas translatas, reencarna-se, atendendo a uma necessidade íntima de se livrar-se da culpa, com uma predisposição fisiológica, imprimindo nos genes a necessidade da reparação dos delitos. Essta culpa, mesmo que não identificável no presente com uma causa óbvia, gera terrível angústia, que faz o indivíduo tender àuma tendência de autopunição, como recurso, frustrante, de se livrar-se dela.

Além disso, origina o medo de ser identificado. E este medo, que, sendo bombardeado, na tentativa de ser esquecido, para o inconsciente profundo gera a ansiedade motivadora das manifestações somáticas. Além disso,Outrossim, a própria soma de processos educativos e vivências equivocadaos em diversas reencarnações contribuemi para o aparecimento do pânico.  

Semelhante estado, a seu turno, abre as barreiras psíquicas do indivíduo às intervenções de eEspíritos desencarnados. Instalada a obsessão, portanto, a vítima passa a ser bombardeadaassolada, através de um intercâmbio parasitário, com clichês de aterrorizantes imagens que se vão fixando, até se tornarem vivas e ameaçadoras. Estas imagensImagens que, por sua vez, podem ser obtidas, pelas entidades espirituais, dos refolhos do inconsciente do indivíduo infrator, ainda que não haja  ou mesmo não ter relação profunda com os erros do pretérito, sendo criações dos obsessores e aceitações dos obsidiados; outrossim, uma mescla destas situações. 

Dessa maneiraPortanto, sem sombra de dúvidas, como se pode observar, o transtorno de pânico é uma doença por demais afligente. Mas, felizmente, o seu prognóstico não é tão desfavorável assim. Os dados da literatura médica apontam resultados impressionantes e motivadores de recuperações. E, se estses só levam em conta os benefícios dos fármacos e as psicoterapias, o que dizer das possibilidades curadoras da associação destes tratamentos à terapêutica espiritual?  

 

(Fonte: O Consolador de 02/2009)

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