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Paula-FernandesA cantora Paula Fernandes é vítima de intolerância religiosa

Redação Correio Espírita

A intolerância religiosa atingiu a cantora Paula Fernandes. Ela declarou em entrevista a João Dória Jr.,  no programa “Show Business”, que segue o Espiritismo. “Tenho comigo que só a doutrina espírita ou algo ligado a isso justifica muitas coisas que eu sinto;  meu dom. Eu acho que a gente nunca está sozinho, eu não componho sozinha”, declarou.

            Seguidores da igreja Testemunhas de Jeová se destacaram como os mais ferrenhos a criticá-las nas redes sociais. Entretanto a cantora respondeu às críticas pelo Twitter. Ela escreveu: “O que a Bíblia prega? Respeito ou preconceito? Viva a liberdade de expressão!”

Nós brasileiros vivemos num país laico também conhecido como Estado Secular, onde o Estado não possui uma religião oficial, mantendo-se neutro e imparcial no que se refere aos temas religiosos, desta forma não deveria haver perseguição religiosa.

As liberdades de expressão e de culto são asseguradas pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e pela Constituição Federal do Brasil. A religião e a crença de um ser humano não devem constituir barreiras de uma boa convivência fraterna nas relações humanas. Todos devem ser respeitados e tratados de maneira igual perante a lei, independente da orientação religiosa.

A intolerância religiosa é a prática insana de um conjunto de ideologias e atitudes ofensivas a diferentes crenças e religiões, cuja mente é caracterizada pela falta de conhecimento e sobretudo na falta de vontade em aprender e a respeitar as diferenças. Aliás, muitas diferenças há entre nós ainda neste curso de aperfeiçoamento moral.

Sabemos que a reencarnação é uma oportunidade bendita de redenção dos nossos erros, na evolução incessante de nossos valores morais, norte de toda a felicidade. Entretanto, muitos fanáticos do ontém renascem hoje em grupos e etnias cada vez menores, nas suas práticas e ações ridículas e que nos servem de reflexão para nossas atitudes perante ao  semelhante.

A bem da verdade, a intolerância religiosa está enraizada no nosso espirito, cujas ideias foram fanatizando ao longo dos tempos  causando sérios danos à humanidade, chegando às perseguições e guerras, registros de triste memória para todos nós.

As perseguições já existem há milénios. O povo judeu era escravizado pelo povo Egipcio,  por sua vez os cristãos foram levadas a cabo não somente pelos judeus,  mas também pelos imperadores de Roma, que controlavam grande parte das terras onde o cristianismo primitivo se distribuía, e onde era considerado uma seita. Isso ocorreu até o início do Século IV – com o Imperador Constantino, que oficializou a religião cristã.

Nos últimos séculos, os cristãos foram perseguidos por outros grupos religiosos, incluindo muçulmanos e hindus, e por Estados ateístas como a extinta União Soviética.

Perseguições aos cristãos vêm ocorrendo hoje em dezenas de países, como Irã, Uzbequistão, Maldivas e Eritreia, principalmente por parte de fundamentalistas islâmicos, Coreia do Norte e ouros países.

Na Índia, terra do inesquecível Mahatma Gandhi, o apóstolo da não violência, há um aumento na violência perpetrada por Nacionalistas Hindus contra cristãos, reproduzindo os princípios que assentam os conflitos religiosos.

O nazismo de 1933 a 1945 afetou a vida de cerca de 10 mil alemães que professavam a doutrina das Testemunhas de Jeová, contrária à política belicista de Adolfo Hitler, e mais de 2.450 Testemunhas de Jeová perderam a vida. Os nazistas perseguiram, além de judeus, homossexuais, ciganos, comunistas, cristãos e esperantistas que se recusavam a aderir ao regime.  E agora, grupos religiosos ligados a igreja  Testemunhas de Jeová vêm procurando incitar a violência contra a cantora Paula Fernandes.

Os fenômenos espíritas durante milênios também sofreram amargas perseguições pela ignorância e cegueira espiritual, onde médiuns foram levados à fogueira. O próprio Allan Kardec viveu momentos difíceis muito embora na França de Voltaire (1694-1770), que foi considerado o maior dos filósofos iluministas e um dos maiores críticos do antigo regime e da Igreja. Defendeu a liberdade de pensamento e de expressão.

Mais recentemente, o médium mineiro Chico Xavier de inesquecível memória foi ridicularizado, difamado e perseguido por religiosos contrários aos ensinos espíritas, bem como a sua mediunidade missionária que ele tão bem vivenciou e ajudou a milhares de pessoas a saírem da fé cega para a fé raciocinada, como apresenta o Consolador prometido pelo Cristo, o Espiritismo.

Muita Paz!
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