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Artigo do Jornal: Jornal Janeiro 2019
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Alegres, festivos, barulhentos ou não, eles surgem como esperança de um novo tempo para a sociedade em seus múltiplos segmentos. Um sorriso aqui, uma proposta ali, mochila nas costas, atitudes conservadoras ou não, pensares diferenciados, saudades da infância, aprumos para a maturidade. Cada jovem traz em si um compromisso assumido antes de renascer. Compromisso com Deus e consigo mesmos. Ninguém nasce por acaso. Famílias são escolhidas, ambientes também. Há muito a fazer. Virá o tempo para isso. Cada Espírito que renasce o faz em um novo tempo dentro da história da humanidade e, provavelmente, da qual fez parte noutras existências. Pode ser que venha para dar continuidade às tarefas antigas, aprimorando-as. Pode ser que traga o novo, revolucionário ou não, mas que será de utilidade geral. Cada jovem representa, pois, uma expectativa renovada.

Eis que o jovem deve ser agente ativo nesta busca da harmonia, evitando procuras repetidas do prazer que não se fundamentam na paz. Joanna de Ângelis, em seus apontamentos sobre a juventude, diz que: “(…) nos dias atuais as licenças morais são muito agressivas, convidando o jovem, ainda inadequado para os jogos velozes do prazer, a lances audaciosos na área do sexo, que parece constituir-lhe a meta prioritária em que chafurda até o cansaço, dando surgimento à usança de recursos escapistas, quenão atendem às necessidades presentes, antes mais o perturbam, comprometendo‐o de maneira lamentável”. 

A Doutrina Espírita, cujos fundamentos se assentam em bases científicas, filosóficas e teológicas, constitui-se num porto seguro para esses Espíritos recém-chegados ao plano físico. A cada encarnação, ampliamos nossa multidimensionalidade, podendo exercer a escolha de ser comum, repetindo ordens do inconsciente ou buscar a renovação, proporcionando à consciência novos vislumbres dentro do avançar evolutivo. Jesus, em sua bondade e sabedoria, oferece a todos as chances de um caminhar seguro no plano físico, daí a importância de se buscarem propostas que acolham e confortem a todos, principalmente os jovens.

Os campus universitários oferecem os recursos do aprimoramento intelectual dentro das suas múltiplas faculdades. E são ensinamentos encantadores, porque resultados de muitas pesquisas ao longo do tempo. É sim um local necessário aos jovens que se aprimoram para a vida e para o mercado de trabalho. Contudo, deixamos aqui a informação de Emmanuel, através da psicografia de Chico Xavier, em que ele diz: “O Centro Espírita é a Universidade da Alma”. É necessário crescer, tanto física quanto espiritualmente. É necessário buscar a sabedoria, assim como buscar o amor, que se fundamenta na inteligência, harmonia, perfeição, belo e bom, como já propunha a filosofia grega. Aos jovens, espíritos que chegam com novas propostas, ofereçamos o carinho do acolhimento e o encaminhamento para o Espiritismo que, junto com as ideias que surgem e surgirão sempre, proporcionarão a eles maiores chances de uma vida equilibrada e longe dos desprazeres dos vícios que atormentam pelo encanto das ilusões.

O convite ao jovem para a Casa Espírita e sua permanência lá é feito colocando luzes novas nele e no Movimento Espírita, dinamizando a todos para os avanços morais e éticos que nos consolidam na proposta do Mestre de todos os mestres. Ele diz: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas” (Jo: 10,11). Somos de Deus e tutelados por Jesus. Eis a verdade que ilumina, esclarece e conduz. O jovem necessita de Jesus, o qual necessita da sua força, para que se construa o mundo vindouro nas bases solidificadas do conhecimento e das atitudes sensatas. O Divino Mestre nos conduz em nossas propostas reencarnatórias. Que todos os jovens se aliem com Ele e o mundo lhe será grato e suas existências profícuas com grandes e reais vitórias. Fora isso o perigo pode ser grande e as desilusões muito severas. A depressão e o suicídio correm à solta como um cavaleiro noturno em busca dos perdidos e atormentados.

Diz-nos Bezerra de Menezes, referindo-se a Allan Kardec, insigne Codificador do Espiritismo, que é necessário “kardequizar”. Aos jovens repetimos suas palavras, segundo as quais: “Kardequizar o raciocínio amplia a visão. Kardequizar a ciência amplia o sentido de humanidade. Kardequizar a inteligência é igual à orientação segura, e a Kardequização do estudo representa esclarecimento. Belas e necessárias reflexões que nos ajudam a formatar novas agendas e novos roteiros.

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