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Artigo do Jornal: Jornal Abril 2019
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Sem dúvida alguma, o nosso planeta, em virtude do seu grau de evolução, possui, em sua atmosfera, uma grande quantidade de espíritos maus ou inferiores. São esses espíritos os responsáveis pelos processos de obsessão que vemos com tanta frequência entre nós desde os tempos mais antigos. O que é, porém, uma obsessão, do ponto de vista espírita, como a ação persistente de um espírito ignorante sobre um indivíduo? Esta atuação malévola apresenta características muito variadas que vão desde a simples influência moral, sem sinais exteriores sensíveis, até às perturbações mais complexas com perturbações mais complexas com perturbações que refletem no corpo e na atividade mental.

Quando uma pessoa adoece fisicamente, podemos estar certos de que o seu corpo material está com algum tipo de imperfeição em quando uma pessoa se torna vítima de um espírito maldoso, por certo, possui algum tipo de imperfeição moral, naturalmente a uma causa física, opõe-se uma força física, entretanto, a uma causa moral, é necessário que se oponha uma força moral; assim, para se evitar uma doença, torna-se necessário fortificar-se o organismo por meio de remédios ou de alimentação adequada, por outro lado, para se evitar uma obsessão, torna-se necessário fortificar-se a alma.

Muitas pessoas acreditam que o tratamento da obsessão consistiria em doutrinar-se o espírito obsessor. A doutrinação do obsessor é importante, porém, valerá muito pouco se não cuidar de melhorar o obsidiado. Muitas vezes a pessoa obsidiada atrai para si os seus obsessores por meio de uma conduta imoral ou, no mínimo, descuidada. Limpar, por assim dizer, a mente do obsessor, pode ser mais importante do que afastá-lo, uma vez que, ele pode voltar, caso o obsidiado continue vibrando na faixa dele. Desse modo, pode-se dizer que a obsessão, não raro, é linha de mão dupla e tanto pode partir de um desencarnado contra um encarnado ou de um encarnado contra um desencarnado.

Qual é a cauda de uma obsessão? Em A Gênese (página 266), Kardec afirma que, quase sempre a obsessão tem a sua origem em uma vingança por causa de conflitos em vidas passadas que não foram bem resolvidos.

A obsessão, lembra Kardec, produz um quadro espiritual no qual o obsidiado está como envolvido e impregnado com um fluído misterioso que neutraliza a ação dos fluídos salutares e os repele. É desse fluído que o obsidiado deve se livrar para se curar da obsessão. Para se retirar do obsidiado o mau fluído, é necessário, ainda, que se atue sobre o obsessor, no sentido de doutriná-lo, falando-lhe com autoridade (não com autoritarismo) para mostrar o erro que está cometendo em seu trabalho obsessivo. Esta autoridade não é dada senão pela superioridade moral, quanto maior é a conduta moral de um doutrinador, mais força ele tem para cuidar de uma obsessão.       

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