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Artigo do Jornal: Jornal Maio 2019
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Tal qual aquele já tão conhecido semeador que obedecendo ao aconselhamento evangélico que aguardou a época para colher o trigo e, então, queimar o joio, como um pretensioso aprendiz diante dos complexos conceitos da moderna física, arrisco aqui uma atrevida hipótese para compreender alguns aspectos referentes aos “milagres” realizados por Jesus de Nazaré.

Acompanhando os ensinamentos de luminares estudiosos, como o Prof. Deepark Chopra, muitos outros e, principalmente, o famoso Prof. Amit Goswami, venho me surpreendendo e procurando melhor conhecer os profundos significados dessas milagrosas curas que são relatadas nos evangelhos.

No seu livro A Física da Alma, o já citado Prof. Goswami ensina:

“A fim de encontrar sentido na ideia da consciência transformando a possibilidade quântica em realidade...

A consciência pode transformar as possibilidades materiais porque ela transcende o universo material”.

Realmente, a consciência é a fonte do pensamento, que ultrapassa os limites das dimensões físicas que conhecemos no nosso mundo transitório.

Ao lembrar do episódio evangélico conhecido como “a cura do cego de nascença” (Jo.8), Jesus, ensinando no Templo de Jerusalém e declarando que “antes de Abraão, Eu sou”, despertou a ira dos sacerdotes e fariseus e perseguido, encontrando aquele conhecido jovem nascido cego, para o espanto de todos, parou, cuspiu no chão arenoso, fez lama, a passando nos olhos do cego e mandou que lavasse seu rosto na vizinha “fonte de Siloé”, e o cego passou a ver. Deixando surpresos os seus algozes, já a salvo, distante do Templo, ouviu dos seus apóstolos aquela pergunta: “Senhor, aquele cego nasceu cego porque seus pais erraram ou por pecados por ele praticados em suas vidas passadas?”

Jesus, negando as duas alternativas, respondeu: “aquele cego ficou curado pela infinita misericórdia do Pai”.

Como qualquer um de nós, a resposta do Mestre não foi entendida. Como compreender, então, o motivo da cegueira de nascença daquele jovem? Assim sendo, como entender o motivo daquele sofrimento?

A bem aventurança como consequência das resignações é bem compreendida, porém, não há como admitir o casual encontro daquele cego com Jesus. O acaso não acontece e se a causa daquela cura de deveu ao merecimento pela resignação do jovem cego de nascença, sua cura pode bem ter acontecido pela divina consciência do Mestre e Senhor, através da sublime energia do pensamento de Jesus.

Se a consciência, dimensão espiritual, consequente do amor universal, gera a energia quântica do pensamento, aí podem estar as infinitas possibilidades da prece. Será quântico? 

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