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Artigo do Jornal: Jornal Junho 2019
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Gostaria de conversar mais uma vez sobre Deus; um assunto inesgotável e por mais que dele falemos, sempre temos o que falar. Hoje, porém, nós vamos conversar sobre a natureza, que muitas vezes foi confundida com Deus, mas que, em verdade, não passa de obra dele. Muitas pessoas acreditam que os estudos das ciências naturais afastam o homem de Deus. Eu penso exatamente o contrário. Vejamos um exemplo.

Todas as pessoas, ainda que minimamente informadas, já ouviram falar em elétron, mas possivelmente, porém, não fazem uma ideia muito clara desta maravilha. O diâmetro médio do elétron é de 2 x 10 – 13, o que equivale a 0,000.000.000.000.2 cm. Para se ter uma ideia do que esse número significa, façamos uma alegoria: imaginemos que, logo depois do dilúvio universal, Noé tivesse se ocupado de fazer um cordão de elétrons enfileirando-os como pérolas, um depois do outro e imaginemos mais que, se durante oito horas por dia, em cada segundo, enfiasse um elétron e seus descendentes prosseguissem nesse trabalho até hoje, o colar de elétrons não teria excedido dois milímetros.

O elétron pesa 9 x 10 – 28 gramas.  Tal número é tão incrível que impossível seria imaginá-lo. Sabendo disto,  ficamos muito admirados pela ciência humana, que descobriu tais coisas, entretanto, nossa admiração vira respeito quando imaginamos a causa de tudo isso: Deus. Que homem poderia ser o autor de tal coisa? No Livro dos Espíritos, há um pensamento que se encaixa perfeitamente aqui: Buscai

tudo aquilo que está além da capacidade humana e encontrareis Deus.

O elétron é portador de uma carga elétrica, é a corporização desta mesma carga. Não se concede eletricidade sem elétrons e o elétron sem eletricidade; seria um turbilhão sem forças turbilhonares. Sabendo-se o tamanho da massa de um elétron, estamos preparados para reconhecer que são necessárias quantidade inestimáveis de elétrons para se obter quantidades efetivas de eletricidade. Veja, por exemplo, a mera e banal lâmpada que está no seu teto, iluminando a sua sala. Nessa simples lâmpada passa com a velocidade de cerca de 6.000 km/seg., em cada segundo, 6 x 10 – 18 elétrons. Se, por exemplo, em lugar de elétrons, corressem por um fio de cobre, homens empunhando cada um dele um facho com a energia de um elétron, não bastariam todos os homens que viveram até hoje para se conseguir a energia dessa lâmpada, ainda que por simples segundo.

Assim, ao chegarmos a casa, estendemos a mão para tocar o interruptor sem imaginar que, com esse simples ato, colocamos em marcha trilhões de elétrons. Os gregos costumavam dizer: No princípio está a perplexidade. A palavra perplexidade ou grande espanto; poderia ser trocada sem dificuldade por uma outra palavra: Deus.

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