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Artigo do Jornal: Jornal Setembro 2019

Sobre o autor

Fátima Moura

Fátima Moura

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       Muito se tem falado em mediunidade e no bom uso dela, dentro e fora das Instituições espíritas e nós não podemos nos esquecer de que muitas crianças e jovens já apresentam sintomas bastante expressivos dessa mediunidade, ao chegarem para a evangelizações ou mesmo em tenra idade.

       Na infância, as comunicações com espíritos acontecem muitas vezes com crianças bem pequenas que dizem poder ver e ouvir espíritos. Na maior parte dos casos, as crianças não se sentem amedrontadas ao visualizar presenças extracorpóreas e não conseguem entender como os pais ou outras pessoas à sua volta, não conseguem ver o que eles estão enxergando e o porquê.

       A médium Yvonne do Amaral Pereira nos fala de casos interessantes sobre mediunidade na infância.

       Com quatro anos de idade, a menina já dizia ver e ouvir espíritos, os quais, segundo ela, considerava como pessoas normais. Dois dos amigos invisíveis que apareciam com mais frequência a ela, eram Charles, a quem ela considerava seu verdadeiro pai, devido a lembranças que teria de uma encarnação anterior, em que ele teria sido seu pai e Roberto de Canalejas, que teria sido um médico espanhol em meados do século XIX.

       Yvonne também dizia sentir muitas saudades de uma encarnação anterior, na Espanha. Considerava seus atuais familiares, principalmente o pai e os irmãos, como pessoas estranhas, e em razão desses conflitos, até os dez anos de idade passou a maior parte do tempo na casa da avó paterna.

       Aos oito anos de idade, a menina viveu um episódio de catalepsia. Durante o sono, visitou uma imagem do Senhor dos Passos ouvindo da imagem, as seguintes palavras: “Vem comigo minha filha: será o único recurso que terás para suportar os sofrimentos que te esperam”. A menina, aceitando a mão que lhe era estendida pela imagem, subiu os degraus do altar e não se lembrou de mais nada.

       É muito conhecido entre as crianças, o amigo invisível ou amigo imaginário. Hermínio de Miranda relata fatos realmente interessantes sobre o assunto em seu livro: “Nossos Filhos São Espíritos”, de forma lúdica e dinâmica.

       Com o jovem não é diferente. Muitos necessitam trabalhar sua mediunidade paralelamente ao aprendizado absorvido nas Mocidades Espíritas, mas não encontram campo favorável. Tenho observado com tristeza que em muitas de nossas Casas, os jovens não têem acesso as mesas mediúnicas, ou porque são estimulados a estudar “ad aeternum”, nunca recebendo o aval de estarem aptos ou preparados pelos orientadores de mocidades ou porque as mesas já estão ocupadas pelos médiuns veteranos, só liberando espaço com a sua possível desencarnação.

       Como o assunto é delicado e urgente, convido os dirigentes, responsáveis e orientadores de jovens a repensar essas colocações, para que encontremos possíveis soluções. A existência da mediunidade nos jovens e nas crianças é fato e nós não podemos ignorar esse assunto.

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