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O Natal de Jesus é sem qualquer dúvida uma data magna no mês em que vibramos em torno do cristianismo.

Bem sabemos, pelos fatos da História, que essa não é a data real em que nasceu Jesus de Nazaré. Para nós, no entanto, pouca importância isso terá considerando-se a exigüidade do tempo na Terra e da grandiosidade desse Missionário que o Criador enviou até nós como modelo e guia da humanidade. Por causa disso não há nenhuma necessidade de termos efetivamente uma data em que Ele tenha nascido entre nós. O importante de pensarmos em Jesus e Seu Natal, é a correspondência de Sua chegada à Terra com os nossos anseios humanos de luz, de paz e de progresso.

Segundo as informações do evangelista Lucas, Ele foi anunciado pelos Anjos como sendo uma mensagem de alegria, uma Boa Nova para todos. Por isso ao evocarmos o Natal de Jesus a nossa alegria deverá ser capaz de contagiar outras pessoas e de iluminar os nossos sentimentos.

Por mais que o mundo esteja em debacle, as instituições corroídas pela sombra, pela tormenta, pelas vicissitudes que caracterizam a alma humana, quando chegamos nessa época evocativa das festas natalinas sentimos algo no ar bastante diferente. É como se presenças espirituais superiores, aproveitando-se dessa evocação estabelecida para o dia 25 de dezembro, desejassem envolver-nos em sua aura de harmonia e de fraternidade, de alegria e de paz.

Quando pensamos no significado da vinda de Jesus ao mundo trazendo-nos o riquíssimo material que Ele veio trazer, devemos entender que muitas criaturas possivelmente ainda não tenham se dado conta dessa Estrela imensa entre nós.

Quantas são as criaturas que sofrem intensamente e que não sabem que podem apelar para o socorro de Jesus, para a eloqüência da Sua presença? Quantos que se perturbam sem respostas para os seus angustiantes enigmas, que ignoram que podem contar com a clareza dos ensinamentos de Jesus, a fim de desvendar-se a si mesmas? O Natal, em verdade, é uma ocasião que explode dentro de cada pessoa em momentos diferentes da vida, em circunstâncias as mais diversas. Por isto cada qual de nós deverá identificar em sua intimidade um período, uma data, um momento em que Jesus Cristo tenha passado a ter significado, de fato, em sua existência.

Muitos nos acercamos de Jesus e buscamos albergá-lo em nossa intimidade nos momentos de dor. Para outras pessoas isso ocorre num momento de alegria, para várias, tal se dá num tempo de desemprego, de dificuldades econômicas. Para muitos essa ocorrência se passa perante dificuldades surgidas em família, na doença de um ser querido, numa hora nevrálgica  do  relacionamento conjugal, e assim por diante. O certo é que cada qual vê Jesus ou encontra-O em momentos diferentes da própria vida.

Podemos refletir, então que o Natal de Jesus Cristo pode ser uma festa ecumênica no sentido de que Cristo pode nascer para todas as pessoas, para todos os tipos de indivíduos, nas mais longínquas plagas do mundo, exatamente porque antes de ser um Homem homenageado pela humanidade, Ele é a Alma planetária, o Espírito Superior que o Criador nos deu, conforme assevera O Livro dos Espíritos, para ser a nossa maior referência, o nosso Modelo e Guia.

Allan Kardec teve oportunidade de escrever, na Obra supracitada, na nota à resposta da pergunta 625,  que  para o homem, Jesus constitui o tipo de perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar na Terra. Embora as fragilidades que caracterizam a alma humana nessa hora ciclópica do planeta, no Natal devem os corações procurar a comunhão fraternal perante o nosso Rei Solar. Nele os que choram e os que sorriem, os que se arrastam e os que planam nos campos da consciência tranqüila encontrarão o espaço ideal para que os primeiros sejam socorridos, auxiliados ou impulsionados pelos segundos, em nossa dessa festa que deveria ser genuinamente espiritualizante.

Jesus Cristo, Amigo sempre presente, deve representar para todos que experimentam solidão ou soledade o pouso confortante, o ombro solidário a mão condutora de todos os momentos. Foi Ele que nos disse, conforme as anotações do Evangelista João: não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; tenho vos chamado amigos porque tudo  quanto aprendi de meu Pai vos tenho revelado". Então, para aqueles que se acham a sós pelos caminhos humanos, Jesus representa o melhor Amigo; para os que estão sem rumo, perdidos sem saber que orientação dar as suas vidas, acharão em Jesus o direcionamento seguro, o vetor mais importante para o alcance da sonhada harmonia interior. Não nos olvidemos de que nos afirmou: Eu sou o caminho, a verdade e a vida... Desse modo, todos aqueles que se encontrem sem proposta de caminho sem uma boa orientação de rumo, deverão encontrar em Jesus o que estão buscando.

O Natal de Jesus deveria ser uma experiência espiritual para cada cristão antes de ser  uma festa de excessos. Excesso de comidas, de bebidas, de regalos e folguedos. Deveria ser ensejo para uma comemoração íntima,  que cada um vivesse em seu coração com verdadeira alegria com que o Evangelista Lucas a Ele se referiu, ao citar a voz dos Anjos quando fez o  anúncio de que nos era chagada uma Boa Nova de muita alegria.

Aqueles que estão acompanhando as últimas horas de seres queridos, certamente deverão encontrar em Jesus Cristo o apoio, o arrimo, para bem suportar esses momentos sentimentalmente difíceis, confortados pela certeza de que aqueles se vão sob a luz Dele, ainda quando estejam mortos, viverão. Os que estão sofrendo enfermidades graves, sejam em si mesmos, seja por meio das dores dos familiares, em Jesus acharão orientação e conforto, medicação e saúde perfeita, a fim de afrontar as difíceis provações.

Quem esteja experimentando as dificuldades do desemprego e apertos econômicos-financeiros ou os dramas da carência afetiva, ou ainda da depressão, vale a pena não esquecer de Jesus Cristo, no inolvidável Natal que deverá ter lugar no mais profundo de nossas almas. Jesus Cristo será sempre a porta aberta para todos nós, será sempre o Sol esplendente, como Ele próprio se definiu dizendo ser a Luz que veio  iluminar o mundo.

Assim, deveremos aprender a encontrar em Jesus a motivação para viver abundantemente. A vida de quem conhece Jesus não mais pode ser uma vida qualquer, não pode ser simplesmente o existir apenas para fruir as benesses do prazer, dos sentidos, do dinheiro, como se tudo tivesse começo e final aqui no planeta. Quando o Natal acontece em nossa intimidade a vida que temos para a ter maior valor, exuberância, utilidade e beleza, tornando-se como deseja o Celeste Mestre, uma vida verdadeiramente abundante.

Na medida em que o espírito do Natal de Jesus vai se implantando em nós, encontramos maior motivação para viver com alegria, mesmo quando as circunstâncias do caminho terreno nos entristeçam, nos aborreçam, nos humilhem ou nos causem dor. Na peleja aprenderemos a dar a outra face, a ser indulgentes, a perdoar, pela capacidade de compreender que se irá desenvolvendo em nosso ser.

Pelo Natal não aceitaremos, jamais, as injunções da violência, da corrupção de quaisquer níveis, das traições, das falcatruas que tanto fazem sofrer tanto a nós quanto aos semelhantes. Porém, por nossa vez, trataremos de agir da melhor forma, a fim de que não saiam de nós quaisquer incentivos para a falsidade, a desonra ou a beligerância em nosso redor.

Que possamos, quando em derredor da nossa mesa singela ou farta, envolvidos pelo abraço dos nossos familiares, trocar os mimos da festa, os habituais presentes, sem esquecer, contudo, os irmãos que padecem dores e frustrações nos lares da orfandade ou da velhice sem ninguém, nas enfermarias hospitalares ou nas instituições prisionais, a espera de que o Cristo materialize Seu amor por meio das mãos, da vozes e das presenças dos Seus emissários humanos de boa vontade. Aí, então, daremos maior e melhor sentido as nossas comemorações natalinas.

Que consigamos fazer do Natal de Jesus uma festa diária, cotidiana, onde tenhamos sempre algo de bom para oferece a quem nos cerque, trazendo necessidades materiais ou espirituais, de nós esperando uma mensagem  feliz em nome Daquele que foi, que é e que sempre será a Grande Luz das nossas vidas.

Salve o Natal! Ave, Jesus de Nazaré!  Nós, Teus pequeninos servidores que militamos na Seara do bem do Espiritismo, queremos saudar-Te  e agradecer-Te no pórtico de um novo tempo, de um novo ano, 2008, que Tu nos ofertará como mais uma oportunidade de aprender, amar e servir.

*    *   *

Nós, do Correio Espírita, agradecemos ao professor Raul Teixeira mais uma vez por essa mensagem belíssima que por certo vai preencher nossos corações de alegria e consolação.

Desejamos muita paz e saúde!

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