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CIDADE DO VATICANO - Bento XVI disse nesta quarta-feira, 15 de abril, que a ressurreição de Cristo é um fato "real, histórico e provado por testemunhas" e que isso deve ser reafirmado com força "porque também agora não faltam aqueles que tentam negar seu acontecimento com velhas teorias, apresentadas como se fossem novas."
O papa fez essa afirmação diante de mais de 40 mil pessoas que assistiram, na Praça de São Pedro, a sua audiência pública das quartas-feiras, em que cantaram "feliz aniversário", já que na quinta-feira, 16, Bento XVI faz 82 anos.

Bento XVI diz que a ressurreição de Cristo é fato histórico

Cristãos devem reafirmar realidade da ressurreição contra teorias que negam seu acontecimento, acrescentou

"É fundamental proclamar a ressurreição de Jesus de Nazaré como fato real, histórico e testemunhado por muitos. Dizemos isso com força já que em nosso tempo não faltam aqueles que tentam negar a historicidade, reduzindo a narração evangélica a um mito ou a uma visão dos apóstolos, recuperando e apresentando velhas teorias como novas e científicas", disse.

O papa acrescentou que a ressurreição não foi para Cristo um simples regresso à vida anterior, como ocorreu com Lázaro, mas a passagem a uma dimensão de vida completamente nova, "que implica toda a família humana."
A Ressurreição de Cristo, disse o pontífice, mudou a vida de suas testemunhas oculares e ao longo dos séculos mudou a vida de gerações inteiras de homens e mulheres que a acolheram com fé e testemunharam, pagando muitas vezes o preço de seu sangue e martírio.
Apresentamos algumas aparições de Jesus após a sua morte, antes porém, deixar bem claro que Jesus nasceu como qualquer outro humano, tendo pai e mãe e seu corpo era constituído de carne e ossos.

Passagens da aparição de Jesus após sua morte

Mas, Maria (Madalena) se conservou fora, perto do sepulcro, a derramar lágrimas. E, estando a chorar, como se abaixasse para olhar dentro do sepulcro, - viu dois anjos vestidos de branco, assentados no lugar onde estivera o corpo de Jesus, um à cabeceira, o outro do lado dos pés. - Disseram-lhe eles: Mulher, por que choras? Ela respondeu: É que levaram o meu Senhor e não sei onde o puseram.Tendo dito isto, voltou-se e viu a Jesus de pé, sem saber, entretanto que fosse Jesus. - Este então lhe disse: Mulher, por que choras? A quem procuras? Ela, pensando fosse o jardineiro, lhe disse: Senhor, se foste tu quem o tirou, dize-me onde o puseste e eu o levarei.Disse-lhe Jesus: Maria. Logo ela se voltou e disse: Rabboni, isto é: Meu Senhor. - Jesus lhe respondeu: Não me toques, porquanto ainda não subi para meu Pai; mas, vai ter com meus irmãos e dize-lhes de minha parte: Subo a meu Pai o vosso Pai, a meu Deus e vosso Deus. Maria Madalena foi então dizer aos discípulos que vira o Senhor e que este lhe dissera aquelas coisas. (S. João, cap. XX, v. 11 a 18.)

Na expressão não me toques, acreditamos que não haviam fluidos suficientes para que Jesus pudesse se materializar plenamente. Caso contrário, Maria o tocaria e não sentiria seu corpo tangibilizado, senão de forma fluídica vaporosa.

Naquele mesmo dia, na estrada de Emaús, dois homens falavam entre si de tudo o que se passara. E aconteceu que, quando conversavam e discorriam sobre isso, Jesus se lhes juntou e se pôs a caminhar com eles; - seus olhos, porém, estavam tolhidos, a fim de que não o pudessem reconhecer. - Ele disse: De que vínheis falando a caminhar e por que estais tão tristes? Um deles, chamado Cleofas, tomando a palavra disse: Serás em Jerusalém o único estrangeiro que não saiba do que aí se passou estes últimos dias? - Que foi? perguntou ele. Responderam-lhe: A respeito de Jesus de Nazaré, que foi um poderoso profeta diante de Deus e diante de toda a gente e acerca do modo por que os príncipes dos sacerdotes e os nossos senadores o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. ...Disse-lhes então Jesus: Oh! Insensatos, de coração tardo a crer em tudo a que os profetas hão dito! Não era preciso que o Cristo sofresse todas essas coisas e que entrasse assim na sua glória? - E, a começar de Moisés, passando em seguida por todos os profetas, lhes explicava o que em todas as Escrituras fora dito dele. ...
(S. Lucas, cap. XXIV, v. 13 a 49.)

Tomé, um dos doze apóstolos, chamado Dídimo, não se achava com eles quando Jesus foi visto. - Os outros discípulos então lhe disseram: Vimos o Senhor. Ele, porém, lhes disse: Se eu não vir nas suas mãos as marcas dos cravos que as atravessaram e não puser o dedo no buraco feito pelos cravos e minha mão no rasgão do seu lado, não acreditarei, absolutamente.
Oito dias depois, estando ainda os discípulos no mesmo lugar e com eles Tomé, Jesus se apresentou, achando-se fechadas as portas, e, colocando-se no meio deles, disse-lhes: A paz seja convosco. Disse em seguida a Tomé: Põe aqui o teu dedo e olha minhas mãos; estende também a tua mão e mete-a no meu lado e não sejas incrédulo, mas fiel. - Tomé lhe respondeu: Meu Senhor e meu Deus! - Jesus lhe disse: Tu creste, Tomé, porque viste; ditosos os que creram sem ver. (S. João, cap. XX, v. 24 a 29.)

Ainda em uma outra aparição, Jesus também se mostrou depois aos seus discípulos à margem do mar de Tiberíades, mostrando-se: Simão Pedro e Tomé, chamado Dídimo, Natanael, que era de Caná, na Galiléia, os filhos de Zebedeu e dois outros de seus discípulos estavam juntos. - Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar. Os outros disseram: Também nós vamos contigo. Foram-se e entraram numa barca; mas, naquela noite, nada apanharam.
Ao amanhecer, Jesus apareceu à margem sem que seus discípulos conhecessem que era ele. - Disse-lhes então: Filhos, nada tendes que se coma? Responderam-lhe: Não. Disse-lhes ele: Lançai a rede do lado direito da barca e achareis. Eles a lançaram logo e quase não a puderam retirar, tão carregada estava de peixes.
Então, o discípulo a quem Jesus amava disse a Pedro: É o Senhor. Simão Pedro, ao ouvir que era o Senhor, vestiu-se (pois que estava nu) e se atirou ao mar. -Os outros discípulos vieram com a barca, e, como não estavam distantes da praia mais de duzentos côvados, puxaram daí a rede cheia de peixes. (S. João, cap. XXI; v. 1 a 8.)

Visão espírita sobre a ressurreição de Jesus

As aparições de Jesus, após sua morte, são explicadas naturalmente pelas leis fluídicas e pelas propriedades do perispírito. Nada de "ressurreição da carne, conforme consta na liturgia católica". Para facilitar a compreensão, vamos trocar a preposição "DA" pela preposição "NA", assim, passou a ter outra conotação ou seja virou REENCARNAÇÃO.
O que ocorreu com Jesus e pode ocorrer com qualquer outra pessoa que deixa de viver são os chamados fenômenos de aparição que ocorre através do perispírito, instrumento pelo qual o Espírito se mostra, mediante uma modificação molecular que opera por ato de vontade, condensando-o a ponto de torná-lo momentaneamente visível a quem queira se mostrar. Esta condensação se explica por ser o perispírito formado de substância etérea, plasticizada, adaptável, consciente ou inconscientemente, conforme o estado psíquico do Espírito. Podem se dar sob variadas formas, conforme o grau de condensação do fluido perispiritual sendo de maneira vaga e vaporosa, mais nitidamente definida ou com todas as aparências da matéria tangível ou chegar à tangibilidade real, como foi o caso de Jesus, confundindo-se o Espírito materializado com um encarnado.
Allan Kardec destaca como principais características que concluem que essas aparições deram-se com seu corpo fluídico às circunstâncias de aparecer repentinamente e do mesmo modo desaparecer; o fato de uns vê-lo e outros não; aparecer em recintos fechados, (conforme a passagem de Tomé já citada), onde um corpo material não penetraria; a linguagem em tom breve e sentencioso, peculiar a espíritos que assim se manifestam; atitudes que denotam algo não comum ao mundo terreno. Destaca ainda o codificador o fato de sua presença causar surpresa e medo e de seus discípulos não lhe falarem com a mesma liberdade de antes, demonstrando que já não o sentiam como um homem.
O Espiritismo considera que sejam naturais essas aparições por se darem de acordo com as leis fluídicas, naturais. Explica a possibilidade desses fenômenos, demonstrando serem fatos naturais, comuns, que acontecem nas mais variadas condições. Como seus discípulos não conheciam essas leis e uma vez que o viam e o tocavam, achavam que Jesus aparecia com seu corpo carnal "ressuscitado".

Para saber mais:
A Bíblia de Jerusalém
A Gênese, Cap. XIV, itens 35 a 39 e Cap. XV itens 56 a 63

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