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Artigo do Jornal: Jornal Fevereiro 2014
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Corria o ano de 1959 quando um produtor cinematográfico de origem sueca, chamado Friedrich Jurgenson, descobriu alguma coisa realmente fantástica. Ele havia conseguido gravar em uma fita emissões vocais humanas que mais tarde foram identificadas como sendo de pessoas desencarnadas. Um psicólogo da Letônia, doutor Konstantin Raudive aproximou-se de Jurgenson em 1964.

Estes dois homens juntaram-se a outros cientistas renomados e fizeram centenas de experiências para reproduzir o fenômeno das vozes. Em 1969, o doutor Raudives já havia reunido cerca de 100.000 fitas com vozes. Então o professor doutor H. Bender, da Universidade de Freiburg, na Alemanha, e o doutor F. Karger, pertencente ao Instituto Max Planck, sediado em Munique, realizaram uma série de testes e entre elas houve experiências com um impressor de voz no Escritório Central de Tecnologia Telegráfica, em Berlim. Este material levou o professor Bender a publicar trabalhos científicos na Alemanha. Num desses trabalhos ele afirma: “Um extenso exame com o melhor equipamento técnico, em maio de 1970, tornou muito provável a hipótese paranormal da origem dos fenômenos da voz”.

O doutor Raudives publicou uma extensa pesquisa cujo título era Breaktrough – an Amazing experiment in eletronic communication with the dead, que se pode traduzir por Avanço – uma impressionante experiência de comunicação eletrônica com os mortos. O texto de Raudives foi levado a um editor de língua inglesa chamado Robert Maia, que insistiu que deveriam ser realizados mais estudos na Grã-Bretanha, feitos por cientistas e engenheiros independentes que confirmassem a teoria de Raudives. Então foi convidado um notável psicólogo e conferencista por nome Peter Bander para coordenar uma série de testes controlados.

Foi conseguido patrocínio de um jornal nacional. Uma pesquisa sob controle foi realizada por dois engenheiros chefes da Pye Ltda. na presença de outros cientistas. Na ocasião, mais de 200 vozes se manifestaram em apenas 20 minutos de gravação, sendo 27 delas bastante nítidas para serem produzidas em um alto-falante. Entre esse material, para espanto dos pesquisadores, havia quatro frases teoricamente pronunciadas por Arthur Shnabel que, em vida, havia sido amigo de Robert Maia, que também estava presente à experiência. Outras vozes também se dirigiram aos outros pesquisadores.

A segunda experiência foi realizada por A. Peter Hale, que era especialista em supressão por filtragem eletrônica num laboratório da Belling & Lee Ltda. depois da experiência, Hale declarou o seguinte: “Pelo que escutei, aqui acontece alguma coisa que eu não posso explicar em termos físicos normais.”

Foram feitos testes mais tarde cuja finalidade era a mesma: solucionar o mistério das vozes. Esses testes não conseguiram desmentir a teoria de Raudives, segundo a qual as vozes eram de fato de pessoas mortas. A Telefis Eireann (televisão irlandesa) dedicou dois programas ao fenômeno. A esses programas estiveram presentes representantes da Igreja Católica, especialistas em eletrônica, psicólogos e cientistas.

Naturalmente, com a presença da mídia, os testes foram se ampliando e o assunto até então tratado em regime fechado, tornou-se popular. A igreja foi chamada para dar opinião e os seus membros convocados disseram que as experiências não contradiziam os ensinamentos da Igreja e a teoria de que se tratava de vozes de mortos simplesmente comprovava a crença teológica numa vida depois da morte. Houve então a necessidade, por parte dos pesquisadores, de explicar de maneira objetiva e clara a origem das vozes. Duas teorias surgem. A primeira, defendida por Peter Bander, dizia o seguinte: “as vozes não são de pessoas mortas. São impulsos eletrônicos enviados pela mente subconsciente dos presentes e registrados como fala humana na fita.” A outra teoria dizia que as vozes poderiam ser transmitidas de outro planeta de um modo desconhecido por nós.

No ano seguinte, a publicação do trabalho do doutor Raudives, Peter Bander reuniu vários fatos, resultado de experiências e as opiniões nelas envolvidas, e descartou a teoria do professor Bender, dizendo que a possibilidade matemática de impulsos eletrônicos provenientes do subconsciente, convertendo-se em voz humana era demasiadamente remota para ser levada a sério. Ele dizia que a razão da sua crítica se encontrava no fato de que algumas línguas gravadas não eram faladas nem entendidas pelos pesquisadores. Sobre a teoria da transmissão de outro planeta, o senhor Bander não encontrou nada que pudesse comprovar tal coisa. Assim, ele participa da teoria de Raudive sobre vozes de desencarnados.

Com respeito à Igreja, a questão ficou do seguinte modo: o papa Paulo VI, embora nunca tenha havido qualquer atitude oficial da igreja católica em relação às vozes, parece, pelo número de teólogos que cooperaram com Jurgenson, Bander e Raudives ter levado a sério o assunto e não considerou nenhuma impostura, nenhuma alucinação.

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