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Artigo do Jornal: Jornal Junho 2019
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No século 19, era comum tratar os pacientes, principalmente os portadores de raquitismo, com o óleo de fígado de bacalhau. Aliás, a reclamação era geral, porquanto o gosto do produto ser insuportável. Contudo, os resultados se apresentavam satisfatórios.

Ao mesmo tempo, recomendava-se banho de sol para todos os doentes, o que comprova que as observações dos médicos da época eram muito bem realizadas, desde que, somente em 1922, foi descoberta a substância responsável pelo sucesso terapêutico do óleo de bacalhau, exatamente o tocoferol ou vitamina D.

Como essa substância tem ação reguladora na expressão de mais de 1000 genes, os quais atuam no funcionamento de vários órgãos e sistemas, muitos autores científicos consideram o tocoferol como um hormônio, formado no fígado e nos rins, órgãos responsáveis pela conversão da substância inativa resultante da ação dos raios ultravioletas sobre uma molécula precursora existente na pele (7-dihidrocolesterol). Em verdade, cerca de 90% do tocoferol necessários ao organismo são assim produzidos, enquanto os restantes 10% provêm dos alimentos.

Deve-se, duas vezes por semana, expor os braços e as pernas ao sol, pelo menos durante 20 minutos, sem protetor, após às 15h, podendo aumentar o tempo para os que possuem pele mais escura, exatamente os que produzem menos de substância inativa pela baixa penetração da radiação ultravioleta.

Quanto à alimentação, fazer uso de peixes como o salmão e a sardinha. Os produtos lácteos são igualmente importantes e, em grande número, são mais enriquecidos com a adição suplementar da vitamina. Os cereais, como nozes, castanhas do Pará, avelã e amêndoas, são relacionados como ricos da substância, assim como os alimentos de origem vegetal, principalmente os verde-escuros. Também estão relacionados o queijo cheddar, a manteiga, a gema de ovo, o fígado, o iogurte e as cápsulas de óleo de fígado de bacalhau.

A vitamina E é lipossolúvel (misturada nas gorduras) e tem como principal função no organismo a sua forte ação antioxidante (moléculas possuindo cargas positivas que se combinam com os radicais livres, de carga negativa, tornando-os inofensivos). Sabe-se que radicais livres são prejudiciais ao organismo pela ação deletéria exercida sobre as células, alterando suas membranas e favorecendo sua destruição pelo sistema imunológico do organismo.

A deficiência de vitamina D é associada a problemas como osteoporose, raquitismo e, inclusive, doenças autoimunes. Apesar de não haver consenso geral, ainda na ciência, centenas de pacientes com esclerose múltipla e outras doenças autoimunes estão se beneficiando com a terapia de vitamina D, em excesso, em forma de gotas e cápsulas, o que pode ser tóxico, sobrecarregando as artérias e os rins e elevando a deposição de cálcio no organismo. Daí ser importante, nesse tratamento da esclerose múltipla, a reposição de água em abundância e a diminuição da ingestão de cálcio.

Embora haja indício de que a superdose de ergosterol é segura e, tudo indica, eficaz, pois o sistema imune não agride mais as células nervosas, permanecem em andamento muitos estudos com milhares de participantes para esclarecer finalmente o papel da vitamina D na prevenção e tratamento das doenças crônicas.

Importante frisar a expressiva importância do estudo da ação da vitamina D, no organismo, porquanto não há uma única célula do corpo humano que não tenha receptor para essa substância. Certamente, essa constatação revela como é essencial a vitamina D para a saúde.

Se ela é tão importante e formada a partir da exposição ao sol, deve-se sempre preconizar a prática de exercícios ao ar livre, dando um basta ao sedentarismo. A vitamina D, portanto, sendo tão útil no combate aos radicais livres e às doenças autoimunes (reações imunológicas contra o próprio corpo), se caracteriza como forte aliada do corpo somático, em sua gloriosa destinação como campo obrigatório de crescimento espiritual do ser imortal.

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