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Artigo do Jornal: Jornal Abril 2016
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“E lembrou-se Pedro das palavras que Jesus lhe dissera: Antes que o galo cante, três vezes me negarás. E, saindo, chorou amargamente”. Mateus 26:75

Em o Evangelho de Lucas (22: 31 a 34), prevendo os tristes espetáculos que se seguiriam com o cumprimento das profecias sobre o sacrifício do cordeiro de Deus (a crucificação), Jesus adverte Simão Pedro sobre a dura prova que ele enfrentaria: “Simão, Simão! Eis que o adversário vos reivindicou para lhe tentar...”. Esclarece o Doce Rabi da Galileia sobre a tentação espiritual pela qual enfrentaria Pedro. Neste mesmo momento afirma ainda que rogara pelo apóstolo para que ele não desfalecesse na sua fé e, caso se arrependesse, amparasse os irmãos no apostolado. Aqui claramente Jesus previa que Pedro sucumbiria à prova da tentação sofrida e também que se tornaria um dos sustentáculos (a pedra angular) da propagação do evangelho de amor.


Apascenta as minhas ovelhas

Após o evento da ressureição, narra João Evangelista (21, 1:19) que Simão Pedro e demais discípulos resolveram pescar no mar de Tiberíades e passaram uma noite sem nada pescar. Ao raiar do dia, Jesus, sem ser identificado, os aguardava na praia e notando que nenhum peixe fora conseguido, os orienta a lançar as redes para a direita do barco. Logo enchem o barco com muitos peixes. Neste momento, João identifica o Mestre na areia. Voltam, então, ao seu encontro e após comerem os peixes, Jesus interroga três vezes a Pedro: Simão! Filho de Jonas, tu me amas? Narra Amélia Rodrigues pela psicografia de Divaldo Pereira Franco em o livro Primícias do Reino, capítulo 19, que: três vezes o Mestre o inquirira e três vezes apontaram Simão Pedro como seguidor do Cristo e ele o negou. É como se Jesus fizesse uma analogia à falta de fé de Pedro, chamando-o à responsabilidade de seus atos. Este não pôde segurar as lágrimas e respondeu: “Senhor, tu sabes de tudo, tu sabes que eu Te amo, que Te dei a vida; Tu que tudo sabes. Apascenta as minhas ovelhas, respondeu o Mestre.


Pedro, a rocha

Nenhum outro dos 12 apóstolos foi tão marcante como Simão Pedro. Amélia Rodrigues nos informa que os 12 eram espíritos nobres e de virtudes, porém, se deixaram levar pelas influências dos costumes da época, bem como das perturbações externas para desviarem o foco de suas missões. Entretanto, quando o Divino Mestre ressurge após a crucificação, aí se deram conta do mandato ao qual eram portadores. E é Pedro que após a negação, e arrependido, simboliza todo o devotamento à solicitação do Mestre para “apascentar suas ovelhas”, em sua mensagem de amor e fraternidade. Com o advento da ressureição todas as dúvidas e as recalcitrações são desfeitas. Relata Amélia Rodrigues que a veneranda figura de Simão Pedro foi a pedra angular da Igreja de Jesus para a humanidade, o emérito missivista da arregimentação da fé e da esperança... Foi o discípulo por excelência Simão Pedro: pedra e pastor, que se levantou do engano para viver Jesus até o último instante, apascentando os cordeiros do Seu rebanho de amor...

Assim, amigo leitor, todos nós podemos também nos encontrar iludidos pelos usos e costumes da nossa sociedade, distantes dos verdadeiros objetivos da nossa programação reencarnatória. Pedro negou a Jesus, mas depois arrependido consegue compreender sua missão e viver uma existência de espiritualidade e religiosidade com o Mestre. Precisamos fazer nossa autoanálise para também verificar se não estamos negando a Jesus e para enfim vivenciar toda fraternidade que o Mestre nos conclamou.

 

Bibliografia

- Dias, Haroldo Dutra. Mateus, capítulo 26, O Novo Testamento/tradução de Haroldo Dutra Dias. 1. Ed. 2. Imp. Brasília: FEB, 2013.

 

 

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