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Artigo do Jornal: Jornal Julho 2019

Sobre o autor

Cláudio Sinoti

Cláudio Sinoti

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Muitas vezes escutamos que “ou se cresce pelo amor ou pela dor”, e essa sentença parece ter se transformado em uma daquelas “verdades inquestionáveis”. No entanto, quando falamos de crescimento, de transformação do ser, temos que ter em mente que estamos nos referindo a um processo complexo, e que o reducionismo pode nos levar a conclusões superficiais e até mesmo equivocadas.

Sendo amor e dor palavras utilizadas em muitos contextos e dimensões, que se refletem desde o plano físico até o mais sutil, traduzem significados amplos e que às vezes parecem até mesmo contraditórios.

De uma forma geral, o amor é sentimento que nos conecta, que nos aproxima, que nos faz querer bem e confere valor afetivo e significado especial às nossas experiências. A dor fere os nossos sentidos, é algo que nos desagrada e da qual, em estado normal, queremos nos libertar. Muitas vezes é utilizada como sinônimo de sofrimento.

Em certo sentido, muitas vezes sentimos “dor” justamente por estarmos vinculados a algo ou alguém, e nessa concepção a dor também pode vir através do amor. É bem provável, portanto, que essas duas polaridades se apresentem de forma conjunta em muitas etapas da nossa jornada.

Uma questão importante a nos fazermos é: o que fazemos quando estamos sentindo “dor”? Como nos comportamos quando estamos vivendo a polaridade do amor? Se as vivências nessas expressões nos tornam mais conscientes, nos vinculam a comportamentos éticos e transformam para melhor nossas atitudes, estarão a serviço da evolução do ser.

No entanto, se o que chamamos de amor nos leva a atitudes equivocadas, a desrespeitar o próximo ou a nós mesmos; se a dor nos torna apenas mais queixosos, fazendo com que projetemos nos outros a nossa própria sombra, não estaremos aproveitando dessas experiências para o crescimento.

Não é o que vivemos que nos traz crescimento, mas o que fazemos do que vivemos que irá demonstrar se estamos crescendo ou não. E se pensarmos bem, se a lei da vida é de evolução, todas as forças e expressões da vida são impulsionadoras da transformação do ser, mas dependem da atitude do ego para que promovam efetivamente suas finalidades sublimes.

Seja pelo amor, pela dor, por curiosidade ou necessidade, ou até mesmo em conjunturas que envolvam vários desses aspectos, é essencial que aproveitemos de todas as circunstâncias e experiências para nos transformar. E se Deus é Amor, no sentido mais sublime que possamos compreender e sentir essa força, é bem provável que todas as expressões, até mesmo a indesejada dor, estejam a Seu serviço, devendo ser vivenciadas com consciência.

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