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Artigo do Jornal: Jornal Setembro 2019

Sobre o autor

Jacob Melo

Jacob Melo

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Por menos provável que deveria ser, ainda hoje o Magnetismo segue contando com inúmeros adversários. Certamente que a maioria simplesmente vai na opinião geral, sem maiores ou melhores reflexões, enquanto aqueles que de verdade se orientam pelo Magnetismo levam a vantagem de optarem por conhecerem do que se trata.

Enquanto Ciência, o Magnetismo viveu apogeus e declínios, quase sempre resultantes de como a onda se move e locomove. Quando se busca uma solução ou cura e essa não chega pelas vias ditas tradicionais, um certo entusiasmo nos faz cegarmos para todas as circunstâncias produzidas pelo “algo novo” que nos deu as respostas buscadas e, a depender de como tudo seja divulgado, pode advir uma onda contagiosa de esperanças e milagres.

Contudo, não é raro acontecer de um caso falhar e, na esteira, vir uma enxurrada de descréditos e animosidades, soterrando tudo o que houvera prenunciado uma nova solução real. Daí ser importantíssimo se conhecer algo antes de se emitir opiniões.

O Magnetismo, isto é verdade, sempre foi muito maltratado pela quase total falta de informações de base: os principais livros do chamado Magnetismo Clássico só surgiram em português nos últimos 11 anos, e o que havia sido escrito de melhor fora simplesmente retirado do mercado editorial. Nesse cenário surgiu, de forma abençoada, a internet e suas liberdades, que ofereceu oportunidades de resgates e pesquisas até bem pouco praticamente inacessíveis.

Assim, como poderia o Magnetismo se desenvolver, ainda mais de forma segura, quando a base estava quase que totalmente esquecida e abandonada? – Mas agora já temos um bom resgate em circulação; só a editora Vida & Saber (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.) já tem publicados livros do Barão du Potet, do Marquês de Puységur, de Joseph Deleuze e de Charles Lafontaine, todos importantíssimos e deveras relevantes nesse resgate inadiável.

Se pensarmos em termos de lutas de interesses sabemos que as sociedades acadêmicas não aderem a procedimentos que não sejam por elas aprovados e regulamentados. Em verdade, o Magnetismo bem que poderia ser metodizado e regulado em seus princípios e estes, se bem estabelecidos, dariam todo o suporte para ser pesquisado, evidenciado e comprovado, todavia ele não oferece meios para que interesses pecuniários se expandam, notadamente junto à indústria química de produtos farmacêuticos.

E isso, no mundo competitivo de hoje, economicamente falando, é fatal. Não há quem oficialize isso, mas essa coisa de “curar sem remédios” eliminaria muitos empregos, quebraria muitas indústrias e dispensaria muitos facultativos – e essa é a justificativa dos laboratórios. Não é por outro motivo que alguns jornalistas mais ousados falam da chamada indústria das doenças – as quais são tratadas, porém quase nunca curadas.

Quando aportamos no movimento espírita ficamos meditando: as indústrias têm seus justos motivos para não quererem apoiar procedimentos como os do Magnetismo ou das chamadas “terapias alternativas ou complementares” – questão de sustentação financeira –; o que fica sem sentido é se tentar entender as razões que movimentam o dito movimento a se rebelarem contra algo que só tem produzido benefícios e curas.

Desde há alguns anos alguns insistem em me apresentar como não-espírita e sim apenas magnetizador. Insisto em me apresentar como espírita não por questão de rotulagem, mas sim porque me oriento pela base segura que é Allan Kardec, bem como pelos estudos e pesquisas que faço. Entretanto, ainda que eu não fosse espírita, em absolutamente nada me sentiria como um peixe fora d’água, pois o Magnetismo é muito anterior ao Espiritismo e tem vencido tantas e tantas intrigas ao longo dos séculos, produzindo curas e superações magistrais, que não há qualquer desonra a quem queira ser tão somente magnetizador.

Quem vinculou o Magnetismo ao Espiritismo foi Allan Kardec, e ele não mudou de ideia acerca desse vínculo, como ele próprio asseverou em janeiro de 1869, dois meses antes de desencarnar (Revista Espírita, artigo Proporção Relativa dos Espíritas, onde ele anota: “O Magnetismo e o Espiritismo são, com efeito, duas ciências gêmeas, que se completam e se explicam uma pela outra, e, das duas, a que não quer imobilizar-se não pode chegar ao seu complemento sem se apoiar na sua congênere; isoladas uma da outra, detêm-se num impasse; são reciprocamente como a Física e a Química, a Anatomia e a Fisiologia” (grifei). E ainda acrescentou: “Ora, é de notar que, se nenhum magnetista é espírita, todos os espíritas, sem exceção, admitem o magnetismo. Em todas as circunstâncias eles se fizeram seus defensores e baluartes” (grifei). – Por tudo isso ficamos sem entender o que leva esse movimento a não se abrir de vez ao Magnetismo, fonte de bênçãos e harmonia da melhor qualidade.

Você, leitor, independenteindependentemente de sua opinião acerca do Magnetismo, não pense em ser a favor ou contra ele, porém reflita sobre tudo o que o Magnetismo tem a favor da humanidade, de todos nós – e veja como agir para aproveitar-lhe os ensinamentos e possiblidades de servir. Isso, de fato, é o que interessa mesmo, em espírito e verdade.

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