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Artigo do Jornal: Jornal Junho 2017
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Reportagem Maria Cláudia Rodrigues

O jornalista, escritor e orador André Trigueiro ministrou seminário sobre o tema "Transição Planetária", na tarde-noite de sábado, dia 13 de maio último para um auditório totalmente lotado no CEJA-Barra (Av. Gilberto Amado, 311, Barra da Tijuca). 

Amigo da casa desde sua fundação, Trigueiro discorreu sobre um assunto atual e urgente de forma clara, objetiva e esclarecedora, possibilitando aos presentes oportunas reflexões.

Começou por citar o momento atual do planeta, onde há uma crise global de descrédito, da falta de confiança nos dirigentes políticos e o papel de cada um de nós espíritas dentro desse contexto.

O jornalista discorreu sobre a perplexidade com o panorama intrigante em que vivemos: estamos assistindo, a uma crise mundial complexa, como nunca se viu antes. De ordem econômica, ambiental, moral, ética, de relacionamento, que tem contribuído para levar pessoas à depressão, ao auto extermínio, ao autoflagelo de jovens e a outras patologias de ordem mental de forma pandêmica, ou seja, em termos de alcance, se alastra sem controle, em grandes proporções e por vários continentes.

Se por um lado, há pouco mais de um século não havia, por exemplo, anestesia, penicilina, eletricidade, direitos humanos, previdência, continuou Trigueiro, - a humanidade nunca esteve tão bem -, por outro, temos uma múltipla crise, são duas realidades distintas. E André faz um mote: Como é bom ser Espírita, pois o Espiritismo traz uma resposta para isso. Nós, espíritas, temos a percepção de que não é por acaso que guardamos a sensação de que esse é um momento singular na história. Há um entendimento que vai além, onde enxergaremos muitas coisas que não vamos gostar. Vivemos uma era em que o que estava oculto é enxergado. As redes sociais ignoram o que a grande mídia não quer divulgar e compartilha toda a sorte e quantidade de informações. Uma profusão de dados, estatísticas, fotos, filmes... Nada mais é escondido.

O espiritismo traz uma explicação para isso. Chegou o momento de Gaia, a Mãe-Terra, vibrar em outra frequência; ascender na escala dos mundos; evoluir. E esse momento costuma causar alguma angústia de forma consciente ou inconsciente.

É hora de separar o joio do trigo. De sair do lugar onde estamos acomodados e assumir quem somos. Citou o capítulo 20 do Evangelho Segundo o Espiritismo - Os Trabalhadores da Última Hora -, discorreu sobre aqueles que queriam trabalhar; que estavam prontos para o trabalho. Só não tinham sido chamados ainda.

André apresentou um estudo a partir de mensagens de Joanna de Ângelis e Manoel Philomeno de Miranda, psicografadas por Divaldo Franco, retratando quatro momentos referentes à transição: os Cenários Sombrios, que estamos atravessando, como cataclismos que sacudirão o planeta e também os de natureza humana, facultando a interferência divina para que se opere a grande transformação. A Separação do Joio do Trigo, onde espíritos renitentes em diversos comportamentos, que já não cabem mais nesse estágio planetário, estão sendo recambiados lentamente para mundos inferiores. A Nova Humanidade, onde espíritos nobres, missionários de outras esferas, chegam ao planeta para modificar as paisagens aflitivas, proporcionando condições dignificantes que estimulem ao avanço e à felicidade. E, por fim, O que Devemos Fazer, que transcrevemos a seguir:

A melhor maneira, portanto, de compartilhar conscientemente da grande transição é através da consciência da responsabilidade pessoal, realizando as mudanças íntimas que se tornem próprias para a harmonia do conjunto. O indivíduo, que se renova moralmente, contribui de forma segura para as alterações que se vêm operando no planeta, conforme dizeres de Joanna da Ângelis. Não temos outro objetivo, senão estimular os Servidores do Bem, a prosseguirem no ministério, a qualquer custo, sem desânimo nem contrariedade, permanecendo certos de que se encontram amparados em todas as situações, por mais dolorosas se lhes apresentem, comenta Manoel Philomeno de Miranda.

Já não adianta mais ser um espírita que lê livros da doutrina, que sabe citar trechos, e que assiste palestras. Com a fé raciocinada, temos o conhecimento. É preciso ser espírita fora de casa, do centro espírita, agindo no Bem, levando esperança, otimismo; fazer a parte que realmente cabe a cada um nesta etapa da Terra - persistir; vigiar e orar. Tomar para si a responsabilidade de aplicar o Evangelho ao próximo. E Trigueiro lembra: evolução é mérito. É resultado das escolhas que você faz. 

Ao final autografou seus livros cumprimentando a todos que foram lhe levar um abraço e agradecimento pela excelente exposição.

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