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Artigo do Jornal: Jornal Marco 2019
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Todo artista tem a liberdade de colocar o seu talento a serviço da arte e fazer do seu ofício um caminho de pacificação na direção do progresso espiritual.

Saber essencialmente revelar os seus saberes em detrimento do próximo é papel fundamental de todo artista na produção de uma ciência de paz, amor e beleza.

O artista devotado ao bem é sempre o trabalhador das belezas criativas, que traduzem sentimentos amorosos em prol da Humanidade. Ele sabe perfeitamente que a sua função está atrelada ao conhecimento e o bem-estar de todos, porque assim, pode consolidar os anseios dos crêem na grandeza de Deus.

Produzir as melhores obras com sentimentos nobres d’alma significa aproximar as pessoas dos mundos mais adiantados do que o nosso.

Os Servidores Siderais que orientam e educam os espíritos em trânsito pela Terra atuam lado a lado dos tutelados, fornecendo os melhores rendimentos éticos, morais e artísticos.

É importante dizer, que a Arte não precisa ser necessariamente religiosa para ser elevada. O artista comprometido com a evolução gradativa da humanidade desenvolverá essa ciência sob a luz do belo e do bom, dando ênfase a sua força intelectual voltada para os planos regenerativos.

Desde os primórdios da humanidade temos observado as grandes conquistas artísticas em todos os segmentos criativos que conhecemos. Analisando os períodos seculares é fácil constatar o avanço e a determinação nos diversos setores da vida humana.

Destacamos a pintura primitiva como sendo o princípio do traço inteligente na reprodução de uma linguagem artística de comunicação visual. Nos dias atuais encontramos uma diversidade imensa de estilos e maneiras de expressão criativa e podemos mensurar que no futuro próximo teremos uma pintura mais avançada e de elevação ilibada.

As Artes são mecanismos de aperfeiçoamento criativo, cuja expansão dos sentimentos se modifica de acordo com a natureza de cada artista, por isso que facilmente observamos os estilos de cada geração, de cada grupo identificado com os seus próprios valores culturais.

A certeza que temos sobre o avanço individual ou coletivo da humanidade em seus diversos grupos de convivência está na reencarnação, que oportuniza a cada período de existência uma chance de crescer e prosperar.

O Espiritismo nos ensina os meios naturais que podemos evoluir com o nosso próprio esforço na vida terrena. Não obstante, encontramos os escolhos da caminhada, que são evidentemente produzidos por nós mesmos. Contudo, dependerá somente do nosso esforço e da nossa vontade, se desejamos prosseguir ou estacionar em nossa programação escolhida.

Ser a favor da responsabilidade artística equivale dizer, que todos nós em qualquer situação da vida devemos aprimorar sempre os nossos afazeres para continuarmos firmes aos propósitos evolutivos da alma, quiçá prontos para os desafios de uma Arte Regeneradora, que ainda não vislumbramos em nosso orbe, mais que deverá chegar em breve.

Para tanto, o esforço de cada artista deve caminhar na direção de uma arte cada vez mais intensa e verdadeira, voltada para os sentimentos normativos baseados nas Leis Naturais, porque elas nos fornecem o caminho para felicidade.

Extraímos do livro Espiritismo na Arte, de Léon Denis, esse pensamento, visando acrescentar algo que reflete muito bem o nosso pensamento:

O pensamento de Deus é a fonte das altas e sãs inspirações. Se nossos artistas soubessem beber nessa fonte, nela encontrariam o segredo das obras imperecíveis e as maiores felicidades. O Espiritismo vem lhes oferecer os recursos espirituais de que nossa época tem necessidade para se regenerar. Ele nos faz compreender que a vida, em sua plenitude, é apenas a concepção e a realização da beleza eterna. Viver é sempre subir, sempre crescer, sempre acrescentar em si o sentimento e a noção do belo. As grandes obras só se elaboram no recolhimento e no silêncio, à custa de longas meditações e de uma comunhão mais ou menos consciente com o mundo superior. O alarido das cidades não é conveniente ao vôo do pensamento; ao contrário, a calma da natureza, a paz profunda das montanhas, facilitam a inspiração e favorecem a eclosão do talento. Assim, confirma-se, uma vez mais, o provérbio árabe: “O barulho é para os homens, o silêncio é para Deus!”

 

Fonte: Espiritismo na Arte – Léon Denis.

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