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Artigo do Jornal: Jornal Maio 2019
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Encontramos na literatura espírita importante material de comunicação mediúnica sobre a participação da mulher na retaguarda dos filhos em inúmeras situações de acolhimento, demonstrando, assim, que o poder do amor materno vai muito mais além das fronteiras do Universo.

Na Terra, conhecemos, através dos historiadores , a presença de Maria de Nazaré (a mãe de Jesus), diante das lutas enormes com o seu filho amado. Do seu nascimento até o calvário, ela colocou-se a disposição de forma amorosa e prudente, porque compreendia a destinação do filho diante do mundo.

Os seus biógrafos mais atentos relatam com a riqueza de detalhes a sua atuação diante dos percalços que teve de enfrentar durante a vida. Embora sabendo em parte pelo que teria de experimentar na vida física, jamais reclamou da sua missão.

Vemos, portanto, tratar-se de um Espírito da mais alta hierarquia espiritual, conforme o próprio filho que carregou nos seus braços sempre confiante e resignada, além de muito ativa, vigilante e coroada pela fé raciocinada.

Assim são as mães abnegadas e fies no compromisso da maternidade, referendadas por Deus ao princípio da vida.

De todas as cenas a que temos conhecimento, escolhemos a que consideramos a mais forte de todas e que remete o significado dessa relação.

Preso na cruz Jesus, vê aproximar-se dele a sua mãe Maria de Nazaré e o jovem discípulo João. Sem forças físicas e com fortes dores que lhe assombravam, olha firme para ambos e diz:

- Mulher, este é o teu filho! Filho, esta é a tua mãe!

Essa recomendação que por séculos ficou nas entrelinhas do pensamento humano como algo estranho, com a chegada do Espiritismo teve afinal a versão mais aproximada da mensagem de Jesus ao mundo. Tratava-se das grandes lutas que viriam em favor da divulgação da Boa Nova aos povos ávidos de consolação, fé e amor.

Eis, portanto, a razão por que Maria e João estavam designados a seguir adiante como mãe e filho na luta pelo ideal libertador do Mestre. 

Hoje no mês de maio comemoramos o mês de Maria de Nazaré e de todas as mães do mundo.

Sabemos que a maternidade simboliza a vida e a continuidade da espécie humana no mundo de provas e expiações que vivemos.

Maria de Nazaré personificou a importância e o valor da mulher no mundo, através dos inúmeros episódios de fé, compromisso e responsabilidade.

Queremos também de maneira singela revelar os nossos agradecimentos sinceros as nossas mães queridas, que com tanta dedicação empenharam esforços diversos para que estivéssemos firmes e conscientes diante de tudo.

Recorremos ao querido jornalista e poeta Hermano Khevroz e ele de pronto nos atendeu, enviando este soneto em homenagem à sua mãe, bem como a todas as mães.

 

À MINHA MÃE*

Mãe, Tu foste entre nós uma benção divina, 
nos anos de labor materno consagrado;
nos momentos de dor exerceste a doutrina 
do que ensinou Jesus no Gólgota pregado!

Nesta existência a voz do teu Amor ensina 
que toda prova tem a mão do Pai Amado,
pois que a vida jamais nossa vida elimina, 
ao partirmos daqui além do Sol dourado...

Eu te revejo, Mãe Esther, na tua ausência, 
entre flores de luz nessa nova Morada, 
com sorriso de paz de divinal essência!

Nesse novo arrebol da Pátria Verdadeira,
Tu chegaste feliz da terrena jornada,
na colheita do Bem que a mereceste inteira!

Que as vibrações amorosas de Maria de Nazaré possam chegar a cada um de nós e que estejamos firmes nos trabalhos que fortalecem e justificam o bem por toda parte da Humanidade. 

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